• Filmes,  Indicações

    One Child Nation

    A cineasta Nanfu Wang nasceu na China em 1985, em plena política do filho único. Junto com Jialing Zhang, ela é a responsável pelo documentário One Child Nation, disponível na Amazon Prime Video  e que aborda justamente esse tema. Conversando com pessoas que trabalharam na política e na saúde de sua vila e mesmo com seus familiares, ela descortina parte do sistema de propaganda que alardeava os benefícios para o país e para os adultos de se ter apenas um filho. Mas o filme não pára na superfície daquilo que sabemos e segue o debate sobre as consequências menos comentadas, como a mortandade de meninas e o tráfico de bebês, muitas…

  • Indicações,  Seriados

    Amor Moderno

    Amor Moderno é uma série adaptada de uma coluna do jornal The New York Times de mesmo nome. Em formato de antologia, em que cada episódio é uma história fechada em si, ela contém adaptações dessas narrativas que eram histórias de amor, mas não necessariamente amor romântico. Amizade, companheirismo, amor materno e paterno, parcerias de longa data, pessoas conhecidas há pouco tempo: diversas formas de ralações perpassam as tramas. Interpretadas por atores e atrizes conhecidos do público, nem todas as histórias são eficientes na mesma medida (e pelo menos uma é estranhíssima), mas aquelas que funcionam, o fazem muito bem, emocionando e engajando. Isabel WittmannCrítica de cinema, doutoranda em Antropologia Social, pesquisa corpo,…

  • Indicações,  Seriados

    The Crown

    A terceira temporada de The Crown já está disponível na Netflix. Centrado na vida da rainha da Inglaterra, Elizabeth II, o seriado voltou com elenco renovado, ou melhor, envelhecido, para acompanhar o avançar do tempo. Se nas duas primeiras temporadas ela era interpretada por Claire Foy, agora, com a história transcorrendo de 1964 até 1977, a atriz foi substituída pela ótima Olivia Colman, que não só interpreta a Madrinha na nossa amada série Fleabag como, recentemente, também encarnou a realeza no papel de Rainha Anne em A Favorita. A troca de atrizes conferiu mais maturidade à personagem e, por sua vez, os rumos da história tratam-na agora de maneira mais…

  • Indicações,  Seriados

    Watchmen

    Os aclamados quadrinhos Watchmen, de Alan Moore, lançados em 1985, sobre um grupo de super-heróis em uma versão alternativa de nossa história, tiveram uma adaptação para o cinema pra lá de controversa em 2009, com direção de Zack Snyder. Agora é a vez serem levados para a televisão, mas dessa vez com outros personagens. O seriado Watchmen se passa em 2019, em um presente alternativo que é consequência do desfecho do livro, em 1985 (e o filme foi ignorado nessa cronologia). Nesse mundo, com o fim da Guerra Fria, promovido pelo ataque de uma suposta lula alienígena que uniu os países, os Estados Unidos elegeram, nos anos 90, um presidente que promoveu reparação…

  • Indicações,  Livros

    A teus pés, Ana Cristina Cesar

    Ao final do ensino médio eu tive meu primeiro contato com a obra da Ana Cristina Cesar (1952-1983), na antologia 26 Poetas Hoje, organizada pela Heloísa Buarque de Hollanda, na qual também constam as poetas marginais da geração mimeógrafo Leila Miccolis, Isabel Câmara, Vera Pedrosa e Zulmira Tavares. Fiquei impactada pelo tom confessional e extremamente íntimo e desprendido dos trechos de diários (semificcionais ou não), especialmente: Acordei com coceira no hímen. No bidê com espelhinho examinei o local. Não surpreendi indícios de moléstia. Meus olhos leigos na certa não percebem que um rouge a mais tem significado a mais. Passei pomada branca até que a pele (rugosa e murcha) ficasse brilhante.…

  • Discos,  Indicações

    TODXS, de Ana Cañas

    O que houve com Ana Cañas? A moça outrora com carinha (e melodias) doces se transformou em porta-voz de tantas bandeiras. Não vou falar de pink money nem de apropriação cultural aqui. Só sei que TODXS (2018) é o álbum mais consistente da carreira dela desde a estreia em Amor e Caos (2007) – e eu ouvi todos na tarde anterior ao show aqui em BH. Essa pegada soul, meio hip hop às vezes, o cover de ‘Eu Amo Você’ do Tim Maia, as letras fogo no patriarcado, tanta coragem que exala desde a capa, tudo encaixa muito bem com a nova imagem e postura libertária da cantora, topless no Rock in Rio.  Stephania AmaralMestra…

  • Indicações,  Seriados

    CRASHING, Phoebe pré Fleabag

    Bem que a Isa disse que valia a pena assistir a Crashing (2016-), disponível na Netflix. A série foi escrita e protagonizada pela Phoebe Waller-Bridge (Fleabag) – vulgo mulher do momento – que em breve terá um programa só pra ela! Em menos de uma semana eu vi e revi os curtos e bombásticos 6 episódios (“Phobe é econômica”) sobre uma turma que vive em um hospital desativado. Lulu, personagem da Phoebe, chega para desmoronar ainda mais o local que já está caindo aos pedaços (como indica o título) e as conexões entre os que ali vivem. Sam, Kate, Anthony, Melody, Colin e Fred são personagens interessantes e com curvas surpreendentes, todos com…

  • Discos,  Indicações

    APKÁ!, de Céu

    Tenho ouvido bastante o APKÁ!, quinto álbum de estúdio da cantora e compositora paulista Céu, que eu acompanho desde o disco homônimo lançado em 2005 (com a famosa “Malemolência”). Este trabalho não supera o já clássico Vagarosa (2009) nem Tropix (2016), meu preferido, mas como sempre, traz uma sonoridade envolvente e letras marcantes cantadas pela voz doce e meio rouca, especialmente “Coreto” (clipe abaixo) e “Nada Irreal”.  Stephania AmaralMestra em cinema de horror, revisora e aspirante à crítica de música no @discosdaste

  • Filmes,  Indicações

    Capitã Marvel

    Capitã Marvel, história de origem da heroína da Marvel, protagonizada pela Brie Larson e dirigida pela dupla Anna Boden e Ryan Fleck, chegou ao serviço de streaming da Amazon. A heroína é uma terráquea que faz parte de um exército extraterrestre. Em 1995 ela vem à terra tentar evitar uma invasão alienígena e ai tem que lidar com os flashes de memórias que têm no local. É uma boa pedida para quem deixou passar nos cinemas e depois ainda pode emendar o nosso programa sobre o filme na sequência!  Isabel WittmannCrítica de cinema, doutoranda em Antropologia Social, pesquisa corpo, gênero e cinema e é feminista. estantedasala.com