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#52FilmsByWomen Ano 5: a Conclusão

Esse ano está tão atípico que quase não percebi que hoje é dia 30 de setembro e, assim completei o quinto ano do desafio #52FilmsByWomen. A primeira vez que aderi ao desafio foi em 1º de outubro de 2015 e renovei meu compromisso a cada 1º de outubro seguinte. O desafio consiste em assistir a um filme dirigido por uma mulher por semana durante um ano, totalizando 52. Na época eu queria me dedicar ativamente a conhecer mais trabalhos de mulheres na direção. Hoje não preciso me esforçar para consegui atingir a meta, porque com a criação do Feito por Elas em 2016, isso foi completamente incorporado na minha vida profissional. No primeiro ano foram 72 longas assistidos, no segundo foram 91, no terceiro foram 147 e no quarto foram 130. Esse ano, com as demandas do doutorado me exigindo mais dedicação, o número caiu para 93 longas e cerca de 30 curtas assistidos. No total, nesses cinco anos, foram, entre longas e curtas, 531 filmes dirigidos por mulheres assistidos. Nessa conta só entram os longas, embora os curtas também estejam sinalizados na tag que uso no Letterboxd para me localizar.

Novamente vou listar 15 longas ficcionais e 10 documentais que mais gostei de ter visto pela primeira vez. Estão ordenados cronologicamente, porque sou incapaz de ranqueá-los. Como algumas diretoras se destacaram no meu coração, também optei por só incluir um de cada uma em cada categoria. Essa ano foram poucos filmes que não são recentes ou lançamento, isso porque os mais antigos quase todos foram revisões, para gravar podcast no Feito por Elas. Os links nos títulos levam às respectivas críticas ou aos podcasts sobre eles. A lista completa dos filmes no Letterboxd está aqui.

Melhores filmes ficcionais (ordem cronológica):

A Vida é uma Dança (Dance, Girl, Dance, 1940), dir. Dorothy Arzner

Wanda (1970), dir. Barbara Loden

Un Dessert pour Constance (1981), dir. Sarah Maldoror

A Culpa é do Fidel (La Faute à Fidel!, 2006), dir. Julie Gavras

A Teta Assustada (La Teta Asustada, 2009), dir. Claudia Llosa

Los Silencios (2018), dir. Beatriz Seigner

Loucas Noites com Emily (Wild Nights with Emily, 2018), dir. Madeleine Olnek

A Assistente (The Assistant, 2019), dir. Kitty Green

Adoráveis Mulheres (Little Women, 2019), dir. Greta Gerwig

Atlantique (2019), dir. Mati Diop

De Nuevo Otra vez (2019), dir. Romina Paula e Rosario Cervio

First Cow (2019), dir. Kelly Reichardt

Papicha (2019), dir. Mounia Meddour

Retrato de uma Jovem em Chamas (Portrait de la Jeune Fille en Feu, 2019), dir. Céline Sciamma

Shirley (2020), dir. Josephine Decker

Melhores documentários:

Francis Ford Coppola – O Apocalipse de Um Cineasta (Hearts of Darkness: A Filmmaker’s Apocalypse, 1991), dir. Fax Bahr, George Hickenlooper e Eleanor Coppola

Be Natural: A História não Contada da Primeira Cineasta do Mundo (Be Natural: The Untold Story of Alice Guy-Blaché, 2018), dir. Pamela B. Green

Torre das Donzelas (2018), dir. Susanna Lira

Worlds of Ursula K. Le Guin (2018), dir. Arwen Curry

Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou (2019), dir. Bárbara Paz

Honeyland (2019), dir. Ljubomir Stefanov e Tamara Kotevska

One Child Nation (2019), dir. Nanfu Wang e Zhang Jia-Ling

Space Dogs (2019), dir. Elsa Kremser e Levin Peter

Atleta A (Athlete A, 2020), dir. Jon Shenk e Bonni Cohen

Crip Camp: Revolução pela Inclusão (Crip Camp, 2020), dir. James Lebrecht e Nicole Newnham

Mais uma vez essa foi ótima experiência. A lista completa de filmes vistos esse ano está disponível no Letterboxd, assim como as lista do primeiro, do segundo , do terceiro e do quarto ano. O mesmo ocorre com a avaliação do primeiro, do segundo, do terceiro e do quarto ano aqui no Estante da Sala. Que venha o ano seis!

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Crítica de cinema, doutora em Antropologia Social, pesquisadora de corpo, gênero, sexualidade e cinema.

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