• Podcasts

    Feito por Elas #168 Pleasure

    Nesse programa conversamos sobre Pleasure (2021), longa de estreia da cineasta sueca Ninja Thyberg que estreou na Mubi. Abordamos como o filme lida com a sua protagonista e a indústria de filmes adultos. Também comentamos os lançamentos recentes Amigo Secreto (2022), de Maria Augusta Ramos, e Como Matar a Besta (Matar a la Bestia, 2021), de Agustina San Martín. O programa é apresentado por Rosana Íris e Beatriz Saldanha (da revista Les Diaboliques). Feedback: contato@feitoporelas.com.br Feito Por Elas #168 Pleasure Feed | Facebook | Twitter | Instagram | Letterboxd | Telegram Pesquisa, pauta e roteiro:  Isabel Wittmann e Rosana Íris. Produção: Isabel Wittmann Edição: Domenica Mendes Arte da capa: Isabel Wittmann Vinheta:…

  • Blogs,  Críticas,  Isabel Wittmann

    Cow

    O quinto longa (e primeiro documentário) da cineasta Andrea Arnold, é, na verdade, um filme (quase) mudo de terror. Luma, a protagonista, é uma vaca leiteira em uma fazenda comum da Inglaterra. Um rápido google após o filme me informa que a expectativa de vida de uma vaca gira em torno de 20 anos, mas vacas leiteiras podem não chegar aos 8. A gestação é viável a partir dos 2 anos, mas algumas fontes defendem que aos 14 meses já é possível sem riscos. Ela dura de 9 a 10 meses e o intervalo entre partos pode ser de cerca de 12 meses, para aumentar a produção. Uma vida inteira…

  • Podcasts

    Feito por Elas #158 Titane

    Voltamos! E começamos o ano com o filme Titane, de Julia Ducournau, cuja protagonista é uma mulher que, quando criança, teve uma placa de titânio implantada no crânio após um acidente de carro. Conversamos sobre a polêmica virada da trama, o horror corporal, a estética, e as questões de gênero e sexualidade e os processos de ciborguização presentes no filme. O programa é apresentado por Isabel Wittmann, Yasmine Evaristo (do Entrando Numa Fria, Clube da Poltrona, Longa História e Music Non Stop), e Beatriz Saldanha (da revista Les Diaboliques). Feedback: contato@feitoporelas.com.br Feed | Facebook | Twitter | Instagram | Letterboxd | Telegram Pesquisa, pauta e roteiro: Isabel Wittmann, Yasmine Evaristo…

  • Blogs,  Críticas,  Isabel Wittmann

    Titane

    Em Raw, Julia Ducournau já havia mostrado a que veio, usando o canibalismo para abordar crescimento, sexualidade e, mesmo, pertencimento, num filme único e provocativo (que eu amo). Em Titane, de certa forma, repete esses temas e o body horror, mas os explora de outras formas, talvez ainda mais extremas. Com imagens evocativas, que devem ficar na minha memória por muito tempo, o filme borra diversas fronteiras na própria protagonista. O corpo de Alexia é ciborgue e atrai o interesse de estranhos. É, ao mesmo tempo, humano-máquina, que busca sexo na máquina e afeto no humano. O sex appeal do inorgânico, conforme estabelecido por Mario Perniola, se manifesta para ela…

  • Podcasts

    Feito por Elas #150 Shiva Baby

    O podcast de hoje é sobre Shiva Baby (2020), longa de estreia da diretora Emma Seligman e estrelado por Rachel Sennott. Conversamos sobre as ansiedades juvenis em torno de carreira e sexualidade e o uso da linguagem para amplificar o desconforto da protagonista. O programa é apresentado por Isabel Wittmann com a convidada Yasmine Evaristo, do Entrando Numa Fria, Clube da Poltrona, Longa História e Music Non Stop. Participe do nosso sorteio! 1 mês de Mubi de graça Feedback: contato@feitoporelas.com.br Feito por Elas #150 Shiva Baby Feed | Facebook | Twitter | Instagram | Letterboxd | Telegram Pauta e roteiro: Isabel Wittmann e Yasmine Evaristo Produção: Isabel Wittmann Edição: Domenica Mendes Arte…

  • Filmes,  Indicações,  Livros

    Copo americano

    Farei uma recomendação dupla, pois associei duas produções de mulheres com copos americanos nas capas. A primeira, copo vazio, é o novo livro da Letrux, Tudo que já nadei, dividido em Ressaca (“famoso textão”), Quebra-mar (poemas) e Marolinhas (aforismos anônimos). Comecei a ler as três partes em ordem inversa, começando pelo ato 3, e percebi que a Letrux é mesmo melhor na prosa. As múltiplas escolhas de formatos que ela explorou em Zaralha, projeto anterior, aqui se concentram no textual e eliminam fotos e desenhos, mas ela mantém o estilo memorial. Nesse corpo sem órgãos submerso há espaço ainda para diálogos de zap – ficcionais ou não – e ainda breves…

  • Filmes,  Indicações

    In my room (2020), de Mati Diop

    Assisti a esse curta certeiro da Mati Diop na condição atual de isolamento, praticando a tradução literal do título In my Room (“em meu quarto”), com vozes mentais rodando em minha cabeça. Lembranças confortam a diretora e atriz nesse estudo poético sobre a ausência da avó e a nostalgia dos nossos. Stalker das janelas alheias de milhares de apartamentos, gaveteiros ocupados nesses tempos estranhos, nada lhe apetece na geladeira. Performances glamourosas da ópera “La Traviata” de saltos altos vermelhos e roupas da MiuMiu, luzes neon no chão: a breve festa exibicionista a ajuda um pouco a driblar o tédio, que retorna em seguida e pede uma garrafa no frigobar. Foi uma época…

  • Filmes,  Indicações

    De nuevo otra vez (2019), de Romina Paula

    Na estreia da atriz Romina Paula atrás das câmeras em De nuevo otra vez (2019), a diretora filma seu convívio com a mãe e o filho de 3 anos, em um retorno às raízes para se descobrir também como filha. Neste misto de documentário e ficção, espanhol e alemão, há montagens divertidas e instigantes, quebra da quarta parede e brincadeiras com fotografias antigas. Em pouco tempo, ela confessa sentimentos que fogem do senso comum, como o distanciamento ao olhar alguém de perto, lança questões profundas como “a melancolia é um privilégio da juventude?” e traça linhas tênues entre medo e desejo. O filme foi comentado no nosso podcast sobre a…

  • Filmes,  Indicações

    Olla, de Ariane Labed

    Com clara influência do longa Jeanne Dielman, 23, Quai du Commerce, 1080 Bruxelles (1975), da diretora Chantal Akerman, Olla (2019) é a estreia bem sucedida da atriz francesa Ariane Labed (A Lagosta) atrás das câmeras. O trocadilho com o nome que ela recebe ao chegar, ao menos no Brasil permite uma associação erótica, uma das facetas bem trabalhadas na protagonista Olla (Romanna Lobach), que deixa a Ucrânia e vai para a França morar com Pierre, que ela conheceu pela internet e que vive com a mãe idosa. O curta de 27 minutos não brinca apenas com as discrepâncias da linguagem, mas com expectativas masculinas, direitos e desejos femininos, tantas vezes agredidos e silenciados. Destaque para…

  • Filmes,  Indicações

    Filhos da Guerra, de Agnieszka Holland

    Hoje vou trapacear. Nas últimas semanas não entrou muita coisa interessante em termos de protagonismo ou autoria feminina nem na Netflix nem  na Amazon. Então vou reforçar o que já havia indicado no twitter: quem tiver acesso ao Mubi, corre que o filmaço Filhos da Guerra, da cineasta polonesa Agnieszka Holland, está no catálogo. Ela tem um  grande apreço  pela temática da Segunda Guerra e esse filme, em específico, trata de um menino judeu que se esconde entre a Juventude Hitlerista para sobreviver. Além dele, entrou para o catálogo o filme Rastros. Sobre o Filhos da Guerra, foi um dos filmes sobre os quais debatemos no nosso primeiríssimo programa, que foi sobre a…