• Indicações,  Livros

    O Segundo Sexo

    Em homenagem aos 70 anos de O Segundo Sexo, a editora Nova Fronteira lança uma nova edição comemorativa da obra de Simone de Beauvoir. A publicação conta com textos de pesquisadoras brasileiras, como Mary Del Priori, Djamila Ribeiro, Mirian Goldenberg e Marcia Tiburi Camila VieiraJornalista, crítica, curadora e realizadora de cinema.

  • Indicações,  Livros

    Minha História

    “Minha história”, de Michelle Obama, se aproxima da marca de 10 milhões de exemplares vendidos no mundo e está prestes a se tornar a autobiografia mais vendida da história. O livro foi publicado no Brasil pela Companhia das Letras. A obra de Michelle Obama tem o “potencial de se tornar o livro de memórias mais bem-sucedido de todos os tempos”, afirmou Markus Dohle, CEO da Penguin Random House, que publicou a obra simultaneamente em 22 países.  Camila VieiraJornalista, crítica, curadora e realizadora de cinema.

  • Indicações,  Livros

    Livros da Editora Elefante

    A editora Elefante acaba de publicar dois livros importantes de autoras feministas: “Olhares Negros – Raça e Representação“, da bell hooks e “O ponto zero da revolução“, de Silvia Federici. O primeiro livro parte da compreensão das relações entre raça, representação, autodefinição das pessoas negras e descolonização. O segundo livro é fruto de 40 anos de pesquisa de Federici sobre a natureza do trabalho doméstico, da reprodução sexual e da luta feminista para construir alternativas às relação capitalistas e patriarcais que oprimem as mulheres. Camila VieiraJornalista, crítica, curadora e realizadora de cinema.

  • Indicações,  Livros

    Zaralha: abri minha pasta, de Letícia Novaes

    Citei em uma newsletter anterior minha fixação por esta mulher, Letícia Novaes*. Bem, meu livro dela não tinha chegado pelo correio ainda, agora volto com mais detalhes insPIRADOS 😀 Serei breve porém enfática. Como bem disse Bruna Beber no prefácio, Zaralha pode e deve ser catalogado como um livro de poesia, ou melhor “uma porção de vida cercada de poesia por todos os lados”. Em minhas palavras, é uma obra de arte, uma enciclopédia nostálgica da infância, um relicário da vida adulta, além de cavalos e dos poemas viscerais que compõem as deliciosas e ultra coloridas páginas, ao lado de fotos e bilhetes manuscritos cheios de corpo e alma.Zaralha é muito mais que uma pasta amarela,…

  • Indicações,  Livros

    O livro de Lilith, de Bárbara Black Koltuv

    Ser convidada pela Isabel para integrar o Feito por Elas fez com que eu me tornasse muito do que sou hoje e a descoberta de trabalhos de cineastas mulheres foi além do Podcast. Tenho uma disciplina no Cefet sobre diretoras brasileiras e estudo o filme de uma delas em minha dissertação: O Despertar de Lilith, de Monica Demes, entrevistada por mim em um de nossos Drops. A Michelle, que inclusive descobriu a película, sentiu minha obsessão pelo tema e me enviou O livro de Lilith: O Resgate do Lado Sombrio do Feminino Universal, parte da coleção Biblioteca Psicologia e Mito da Editora Cultrix.  A autora, a psiquiatra Bárbara Black Koltuv, apresenta uma…

  • Livros,  Podcasts

    Feito por Elas #44 Orlando

    O episódio de hoje é um especial, parte de um crossover chamado #DaPaginaPraTela, criado pelo podcast Covil de Livros. A proposta é fazer um programa sobre a adaptação de um livro para o cinema, juntando a equipe de um podcast de literatura e um sobre a sétima arte. Nossas escolhas foram o livro Orlando- Uma biografia, publicado pela romancista britânica Virgínia Woolf em 1928, bem como o filme Orlando- A Mulher Imortal (Orlando, 1992), dirigido pela cineasta e roteirista também britânica Sally Potter. O programa é apresentado por Isabel Wittmann do Estante da Sala, Stephania Amaral do site homônimo e Instagram Discos da Ste, com a participação da convidada Domenica Mendes, do Perdidos na Estante e O Podcast é Delas. Procure pela hashtag da iniciativa e ouça os outros programas. Ainda nessa…

  • Indicações,  Livros

    Frankenstein

    Frankenstein ou o Moderno Prometeu foi escrito por Mary Shelley (1797-1851) em 1816 quando ela tinha apenas 19 anos e publicado com crédito para a autora em 1831. O romance gótico questiona vingança, remorso, aparência física, justiça. Assim como sua criatura, Victor Frankenstein não é uma personagem plana. Na obra que passa longe do maniqueísmo, os conceitos de bem e mal se misturam. Tanto o criador como o monstro manifestam empatia, e apesar de seus atos hediondos, percebemos suas motivações, daí o fascínio que nos causam. No posfácio da edição de 1985 da LPM, o crítico Harold Bloom comenta a confusão popular de se batizar a criatura com o nome…

  • Indicações,  Livros

    Garota Exemplar

    Em 2014 muita gente amou o filme Garota Exemplar (Gone Girl), dirigido por David Fincher. Se você é uma dessas pessoas não posso deixar de recomendar o livro de mesmo nome escrito por Gillian Flynn. Ao lê-lo você percebe que a força do roteiro, adaptado pela própria Flynn, provém de do material original.  Ácido, tenso, por vezes constrangedor, a história cutuca nos pontos certos a estrutura do casamento e o mito do amor romântico. A escrita é envolvente e a leitura voa. Isabel WittmannCrítica de cinema, doutoranda em Antropologia Social, pesquisa corpo, gênero e cinema e é feminista. http://estantedasala.com

  • Indicações,  Livros

    Opções e Mutações

    Li recentemente Opções e Mutações, de Liv Ullmann, diretora de Sofie (1992), Kristin – Amor E Perdição (1995), Infiel (2000) e Miss Julie (2014). Mais do que autobiografias e diários de viagens, a autora traça nos dois livros um panorama sobre a vida de atriz de teatro e de cinema –  mais famosa pelos filmes do Ingmar Bergman como Persona – Quando as Mulheres Pecam (1966) e Sonata de Outono (1978), desmistificando inclusive a índole de figuras famosas em Hollywood. Além disso, é comovente como ela se desnuda sem máscaras sobre sentimentos ambíguos em relação à envelhecimento, maternidade e solidão Stephania AmaralPesquisa filmes realizados por mulheres, mas também é das letras e das músicas

  • Indicações,  Livros

    A Cor Púrpura

    Intenso e tocante, A Cor Púrpura é a segunda indicação dessa quinzena. Escrito pela escritora e ativista Alice Walker, ele conta a trajetória de Celie, uma menina que começa a história com catorze anos, em busca de sua própria voz. Já casada, ela é auxiliada por Shug Avery, uma mulher livre, cantora e dona de sua própria vida, que se torna sua amiga e amante. Esse é um dos casos em que a adaptação cinematográfica não chega aos pés da obra original. Whoopi Goldberg, em seu primeiro papel, é perfeita retratando a doçura da protagonista, mas a sororidade é enfraquecida, as descobertas sexuais ignoradas, e a violência sofrida pelas mulheres tratada de…