Filmes

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    Jane Fonda em Cinco Atos e a filmografia de Jane Fonda

    Inúmeras vezes rolaram indicações do seriado Grace e Frankie (Grace and Frankie, 2015-2022) nessa newsletter, mas eu confesso que não vi nada das duas últimas temporadas e não sei se vou dar play no desfecho. Mas de qualquer forma simpatizo demais com essas duas protagonistas. Aí esses dias eu assisti ao documentário Jane Fonda em Cinco Atos (Jane Fonda in Five Acts, 2018), dirigido por Susan Lacy, que está na HBO Max. Claro que eu já conhecia a história do envolvimento da atriz com o movimento contrário à guerra do Vietnã (bem abordado, inclusive, no podcast You Must Remember This e no canal Be Kind Rewind, que eu também não canso de indicar). Conhecia, também, desde criança, as famosas fitas de ginástica. Mas…

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    Corpo, sexo e máquina

    “Fisiologicamente, no uso normal da tecnologia (ou seja, de seu corpo em extensão vária), o homem é perpetuamente modificado por ela, mas em compensação sempre encontra novos meios de modificá-la. É como se o homem se tornasse o órgão sexual do mundo da máquina, como a abelha do mundo das plantas, fecundando-o e permitindo o evolver de formas sempre novas. O mundo da máquina corresponde ao amor do homem atendendo a suas vontades e desejos, ou seja, provendo-o de riqueza. Um dos méritos da pesquisa motivacional foi o da revelação da relação entre o Sexo e o carro”MCLUHAN, Marshall. Os Meios de Comunicação Como Extensão do Homem Filmes: Crash –…

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    Tampopo, cinema e sabores

    Bora começar falando de coisa boa? Comida! Eu amo comida! Amo sovar uma massa e ver ela crescer com paciência para virar um pão ou pizza. Amo preparar um ganache e abrir uma massa de torta para montá-la. Amo bater um bolinho rápido, que perfuma a casa, quando chega uma visita. Amo especialmente os aromas: aquele das especiarias espalhando pelo ambiente, especialmente quando aquecidas na frigideira; de legumes assando com ervas; de cebola e alho fritando; do dendê na panela no preparo de uma moqueca. Enfim, sou da cozinha, sou dos aromas e dos sabores. Mas mais que tudo, gosto de comer. Comida boa é algo imensamente prazeroso e não raro lugares e memórias…

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    Lucy and Desi

    Está chegando ao fim a temporada de premiações com o Oscar se aproximando. Impressão minha ou esse ano deu uma saturada? De qualquer forma estou prontíssima para comemorar a(s) vitória(s) de Jane Campion no domingo! E por falar em Oscar, já assistiu ao Honest Trailer sobre os indicados a melhor filme desse ano? Vale a pena! E se você assistiu a Apresentando os Ricardos (Being the Ricardos, 2021) porque Nicole Kidman foi indicada a melhor atriz e ficou com a sensação de que gostaria de conhecer mais sobre Lucille Ball, a personagem histórica que encarna, a dica é Lucy and Desi (2022), disponível no Prime Video. O documentário, dirigido por Amy Poehler, dá conta de abarcar a…

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    Yellowjackets

    Nesse fim de ano eu parei para assistir à primeira temporada de Yellowjackets, série parcialmente narrada em flashbacks sobre um grupo de adolescentes em 1996 em um time de futebol cujo avião cai em uma floresta. Elas levam 19 meses para ser resgatadas. No presente, algumas das sobreviventes são interpretadas por Melanie Lynskey, Tawny Cypress, Christina Ricci e Juliette Lewis. Fica a recomendação, mas na verdade puxei esse assunto é desculpa para indicar a ótima entrevista que Melanie Lynskey, que interpreta a protagonista Shauna, deu  pra revista Rolling Stone. Ela fala sobre sua carreira, sexismo e body shaming, entre outros assuntos. É de se pensar, com o começo de carreira promissor que ela teve, porque tantos anos…

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    Ataque dos Cães

    Eu já escrevi sobre como Jane Campion trabalha a relação entre erotismo e morte, tão bem analisada por Bataille, no seu Em Carne Viva. Em Ataque dos Cães voltam a se entrelaçar a pulsão de morte que se mistura ao desejo. Como em O Piano, Rose é rodeada por um ambiente natural (e também social) hostil, em que precisa medir forças com um homem que acaba de conhecer. Dessa vez trata-se da figura bruta de Phil. Mas Rose não é Ada. É uma mulher frágil e mesmo seu piano não é uma ferramenta de expressão, mas mais um elemento de pressão que se soma a outros em torno de sua trajetória…

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    Jeans no cinema

    A calça jeans é uma peça de vestimenta já histórica e presente de diversas formas marcantes ao longo da história do cinema. Para quem se interessa por figurino, fica a dica: Marya E. Gates escreveu um ode ao jeans como peça versátil e sexy. Ela compilou uma lista de filmes com “hot butts in denim” (“bundas gostosas em jeans”, em tradução livre, deu pra pegar a ideia, né? hahaha). O texto está em inglês, mas de qualquer forma vale também pelas indicações cinematográficas. Na foto acima, Marilyn Monroe, lindíssima, com Robert Mitchun nos bastidores de O Rio das Almas Perdidas (River of No Return, 1954), filme de Otto Preminger que, no final das contas, nem gostei tanto,…

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    Noirvember 2022

    Prepare-se para a temporada de femmes fatales: passado o Spooktober, chegou a vez do #Noirvember. A criadora do desafio, a crítica de cinema Marya E. Gates, elaborou em seu Letterboxd duas listas que podem ajudar quem busca filmes para assistir. A primeira é de filmes noir escritos por mulheres, que inclui clássicos como Laura (1944), Alma em Suplício (Mildred Pierce, 1945), À Beira do Abismo (The Big Sleep, 1946), No Silêncio da Noite (In a Lonely Place, 1950) e muitos outros cuja autoria do roteiro às vezes pode até passar batida. A segunda é filmes noir e neonoir dirigidos por mulheres. Como no ápice do film noir haviam pouquíssimas diretoras trabalhando, a maioria dos filmes são do segundo grupo. É claro que aparece Ida Lupino, considerada a primeira cineasta a trabalhar no gênero [e sobre…

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    Love is a Crime

    Eu tenho ouvido o podcast Love is a Crime, da Karina Longworth para a revista Vanity Fair, sobre a atriz Joan Bennett (interpretada no áudio por Zooey Deschanel), cujo marido, o produtor Walter Wanger (com voz de Jon Hamm) atirou em outro homem porque acreditava que ela tinha um caso com ele. Joan Bennett foi uma das atrizes que ajudaram a definir o imaginário da femme fatale no surgimento do film noir, principalmente por suas parcerias com Fritz Lang. No momento eu estou meio obcecada pela filmografia dela e coloquei algumas coisas na fila. Para quem, como eu, não viu quase nada da carreira dela, recomendo fortemente o filme Almas Perversas (Scarlet Street, 1945), que eu postei no meu instagram e que…

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    Nostalgia e locações

    Algumas coisas do cinema e TV sempre me fascinaram, desde criança. Efeitos especiais, por exemplo: eu lembro que eu sempre gostei de assistir a making ofs (lembro quando motraram como funcionava a tela verde de Glub Glub na TV Cultura!) e, depois, com a TV à cabo, àqueles programetes estilo “A Magia do Cinema“. Meus pais diziam para não fazer isso, porque, segundo eles, estragaria o encanto. Mas a verdade é que era o contrário: crianças sabem que aquilo tudo não é de verdade, não é muito mais incrível ver como foi possível realizar algo impressionante? Outra coisa fascinante eram as locações. Achava incrível a possibilidade de assistir a alguma coisa e depois ver o lugar onde…