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    Democracia em Vertigem

    A recomendação de hoje não poderia deixar de ser Democracia em Vertigem, documentário da Petra Costa que entrou para o catálogo da Netflix em mais de 190 países no dia 19. Petra descortina os acontecimentos políticos do Brasil dos últimos anos, usando uma narração em off e ponto de vista extremamente pessoal, ela conecta causa e efeito dos acontecimentos ao mesmo tempo em que se coloca nos momentos apresentados. Prepare-se para passar raiva tudo de novo. E para chorar também. Não só foi golpe como foi um golpe misógino e agora temos quatro anos de autoritarismo pela frente. Isabel WittmannCrítica de cinema, doutoranda em Antropologia Social, pesquisa corpo, gênero e cinema…

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    O Outro Pai

    O Outro Pai (2019), de Gabriela Tagliavini, é daqueles filmes que apesar de todas as evidentes falhas – como clichés de final feliz e romances forçadíssimos – acaba sendo uma ótima surpresa. Na trama, quatro irmãs que se reencontram no funeral da mãe descobrem que não são filhas biológicas do pai com que conviveram, e devem descobrir suas origens como condição para recebimento da herança. Me diverti e me emocionei com a comédia espanhola (a quanto tempo não tinha um guilt pleasure tipo novela mexicana!), especialmente pela união fraternal, real desejo da mãe realizado. Fiquei satisfeita pelas representatividades importantes (ainda que colocadas de forma um pouco desengonçada), não só da diretora…

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    Coisa Mais Linda

    Criticada por questões de representatividade que a Netflix vem tentando compensar em sua publicidade, (com limitações do meu lugar de fala) eu considero a série nacional Coisa mais Linda um ensaio comovente de sororidade entre as quatro protagonistas mulheres e um balanço crítico razoável entre dolorosas diferenças sociais e raciais. A diretora Julia Rezende (do meu amado Ponte Aérea) ficou responsável por dois episódios. Tudo isso com ares de Mad Men e pérolas como Elza Soares na trilha sonora!A protagonista Maria Luíza (Maria Casadevall), em sua trajetória de independência do pai e do marido está muito bem na fita, mas não deveria tentar ser engraçada em alguns momentos. Ela é amparada por novas e velhas…

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    Amor e Sexo Pelo Mundo

    A jornalista da CNN Christiane Amanpour já viajou o mundo todo cobrindo notícias internacionais, especialmente de guerra. Agora, no seriado ficcional Amor e Sexo Pelo Mundo, ela visita cidades específicas pelo mundo para conversar sobre os ritos de namoro, as tradições matrimoniais e os hábitos sexuais de cada lugar. Nessa primeira temporada ela passa por Tóquio, Délhi, Beirute, Berlim, Acra e Xangai, desvelando os casamentos arranjados, os clubes de BDSM, os ambientes de nudismo, o Tinder, a influência da religião e da família na vida dos jovens e os mais diversos aspectos da vida sexual e amorosa de diferentes gerações. A jornalista não se furta de ter um olhar bastante ocidental…

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    Lemonade

    Aproveitando a indicação abaixo da Isa do Homecoming na Netflix, quero lembrá-los do maravilhoso álbum Lemonade (2016), que também tem um filme fantástico homônimo dirigido e estrelado/performado pela Beyoncé – na época eu, Isa, Kel e Renato (hoje time do Cinematório) até gravamos um podcast relacionado no Cinema em Cena. Esses dias a diva finalmente liberou o disco em várias plataformas de música online, como o Spotify. Eis abaixo uma amostra do longa musical com o clipe de “Sorry”, uma das faixas que mais me tocam – sempre arrepio toda e choro, tenho uma conexão muito forte com este trabalho!  Stephania AmaralPesquisa filmes realizados por mulheres, mas também é das…

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    Homecoming

    “Escrito, dirigido e produzido por Beyoncé Knowles”. O crédito final é um vislumbre do peso da artista no documentário. Homecoming é sobre seu show que foi a atração principal do festival Coachella em 2018. Beyoncé intercala as apresentações musicais do show com discursos de pensadoras, ativistas, escritoras e outras personalidades negras e cenas dos bastidores e dos preparativos. Ela, que foi a primeira artista negra a ser a atração principal, disse que seu sonho quando criança era estudar em uma universidade para pessoas negras, mas sua escola acabou sendo Destiny’s Child. Sua fascinação por competições de fanfarra a levaram ao tema do show. Além dos músicos, optou por trazer ao palco…

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    Queer Eye

    Não tenho assistido a muitos filmes nos últimos tempos, porque estou num momento tenso com a minha tese (quem me segue no twitter já deve ter percebido). Mas minha singela recomendação hoje, sem muitas palavras, é o reality show Queer Eye. Ele é uma versão revista do Queer Eye for the Straight Guy, que foi ao ar entre 2003 e 2007. Começou em 2018 e já tem três temporadas disponíveis na Netflix, cada uma melhor que a anterior. Trata-se daqueles programas de transformação: os protagonistas são cinco homens gays especialistas em atividades específicas. Bobby cuida da arquitetura e decoração, Tan das roupas e estilo, Jonathan cabelo e cuidados de beleza, Karamo da cultura (mas às vezes parece…

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    Absorvendo o Tabu

    Já fiz a recomendação no nosso twitter e vou reiterar nesse espaço: Absorvendo o Tabu (Period. End of Sentence, 2018), que venceu o Oscar de Melhor Documentário em Curta-Metragem, está disponível na Netflix. O filme é dirigido por Rayka Zehtabchi e produzido por ela e Melissa Berton. Elas abordam a situação de meninas no interior da Índia que muitas vezes precisam parar de estudar quando começam a menstruar e não têm acesso a absorventes e um grupo de mulheres que, em posse de uma máquina usada para fabricar esses absorventes, passa a ter uma fonte de renda e fornecer produtos acessíveis. O documentário seria interessante se focasse mais na questão…

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    Dumplin’

    O filme original da Netflix Dumplin’ (algo como “bolinho” em tradução livre) mostra a trajetória da adolescente Willowdean (Danielle Macdonald), uma menina gorda que recebe esse apelido de sua mãe, Rosie (Jennifer Aniston), uma ex-miss da sua cidade com quem tem um relacionamento conturbado. Will também sente falta de sua tia que faleceu e lhe apresentou Dolly Parton, cantora por quem a adolescente nutre admiração. O roteiro de Krinstin Hahn, baseado no livro de Julie Murphy, nem sempre parece saber para que lado levar a trama. Se por um lado tece uma crítica a padrões de beleza que estabelecem determinados corpos como adequados, por é conciliador com o próprio concurso de…

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    Alguém Tem Que Ceder

    Recentemente entrou para o catálogo da Netflix o filme Alguém Tem Que Ceder (Something’s Gotta Give, 2003), escrito e dirigido por Nancy Meyers. Nessa comédia romântica, Diane Keaton vive Erica Barry, uma escritora renomada que está às voltas com um homem rabugento, Harry Sanborn (interpretado por Jack Nicholson) e outro que admira profundamente seu trabalho, Julian Mercer (vivido por Keanu Reaves). Com momentos de ridículo e uma boa protagonista, o filme é uma boa pedida pro fim de semana. Aproveite e depois ouça nosso programa sobre a diretora, em que conversamos sobre ele. Isabel WittmannCrítica de cinema, doutoranda em Antropologia Social, pesquisa corpo, gênero e cinema e é feminista. http://estantedasala.com