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    O Olmo e a Gaivota, de Petra Costa

    Se você gostou do documentário Democracia em Vertigem, que já recomendamos nessa newsletter, não deixe de conferir O Olmo e a Gaivota, o filme anterior da diretora Petra Costa, que entra para o catálogo da Netflix nesse domingo. Talvez o menos diretamente pessoal de sua filmografia, ele trata da história de uma atriz, Olivia, que se prepara para encenar a peça A Gaivota, de Tchekov, quando descobri que está grávida. A partir daí tem que lidar com seus medos, a percepção sobre si, sobre seu corpo e sua vida. Isabel WittmannCrítica de cinema, doutoranda em Antropologia Social, pesquisa corpo, gênero e cinema e é feminista. http://estantedasala.com

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    XXY, de Lucía Puenzo

    Já ouviu nosso podcast sobre a diretora argentina Lucía Puenzo? O longa dela XXY (2007) está disponível na Netflix! No drama, a atriz Inés Efron vive Alex, intersexual que aos 15 anos mora com os pais (um deles vivido pelo Ricardo Darín), que lidam com os desafios de sua condição médica e a hostilidade enfrentada durante suas descobertas. O filme é muito pesado e difícil de ser assistido – costumamos preferir películas que retratam a sexualidade e especialmente questões de gênero de forma mais leve. Stephania AmaralMestra em cinema de horror, revisora e aspirante à crítica de música no @discosdaste

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    Democracia em Vertigem

    A recomendação de hoje não poderia deixar de ser Democracia em Vertigem, documentário da Petra Costa que entrou para o catálogo da Netflix em mais de 190 países no dia 19. Petra descortina os acontecimentos políticos do Brasil dos últimos anos, usando uma narração em off e ponto de vista extremamente pessoal, ela conecta causa e efeito dos acontecimentos ao mesmo tempo em que se coloca nos momentos apresentados. Prepare-se para passar raiva tudo de novo. E para chorar também. Não só foi golpe como foi um golpe misógino e agora temos quatro anos de autoritarismo pela frente. Isabel WittmannCrítica de cinema, doutoranda em Antropologia Social, pesquisa corpo, gênero e cinema…

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    O Outro Pai

    O Outro Pai (2019), de Gabriela Tagliavini, é daqueles filmes que apesar de todas as evidentes falhas – como clichés de final feliz e romances forçadíssimos – acaba sendo uma ótima surpresa. Na trama, quatro irmãs que se reencontram no funeral da mãe descobrem que não são filhas biológicas do pai com que conviveram, e devem descobrir suas origens como condição para recebimento da herança. Me diverti e me emocionei com a comédia espanhola (a quanto tempo não tinha um guilt pleasure tipo novela mexicana!), especialmente pela união fraternal, real desejo da mãe realizado. Fiquei satisfeita pelas representatividades importantes (ainda que colocadas de forma um pouco desengonçada), não só da diretora…

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    Amor e Sexo Pelo Mundo

    A jornalista da CNN Christiane Amanpour já viajou o mundo todo cobrindo notícias internacionais, especialmente de guerra. Agora, no seriado ficcional Amor e Sexo Pelo Mundo, ela visita cidades específicas pelo mundo para conversar sobre os ritos de namoro, as tradições matrimoniais e os hábitos sexuais de cada lugar. Nessa primeira temporada ela passa por Tóquio, Délhi, Beirute, Berlim, Acra e Xangai, desvelando os casamentos arranjados, os clubes de BDSM, os ambientes de nudismo, o Tinder, a influência da religião e da família na vida dos jovens e os mais diversos aspectos da vida sexual e amorosa de diferentes gerações. A jornalista não se furta de ter um olhar bastante ocidental…

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    Lemonade

    Aproveitando a indicação abaixo da Isa do Homecoming na Netflix, quero lembrá-los do maravilhoso álbum Lemonade (2016), que também tem um filme fantástico homônimo dirigido e estrelado/performado pela Beyoncé – na época eu, Isa, Kel e Renato (hoje time do Cinematório) até gravamos um podcast relacionado no Cinema em Cena. Esses dias a diva finalmente liberou o disco em várias plataformas de música online, como o Spotify. Eis abaixo uma amostra do longa musical com o clipe de “Sorry”, uma das faixas que mais me tocam – sempre arrepio toda e choro, tenho uma conexão muito forte com este trabalho!  Stephania AmaralMestra em cinema de horror, revisora e aspirante à…

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    Homecoming

    “Escrito, dirigido e produzido por Beyoncé Knowles”. O crédito final é um vislumbre do peso da artista no documentário. Homecoming é sobre seu show que foi a atração principal do festival Coachella em 2018. Beyoncé intercala as apresentações musicais do show com discursos de pensadoras, ativistas, escritoras e outras personalidades negras e cenas dos bastidores e dos preparativos. Ela, que foi a primeira artista negra a ser a atração principal, disse que seu sonho quando criança era estudar em uma universidade para pessoas negras, mas sua escola acabou sendo Destiny’s Child. Sua fascinação por competições de fanfarra a levaram ao tema do show. Além dos músicos, optou por trazer ao palco…

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    Absorvendo o Tabu

    Já fiz a recomendação no nosso twitter e vou reiterar nesse espaço: Absorvendo o Tabu (Period. End of Sentence, 2018), que venceu o Oscar de Melhor Documentário em Curta-Metragem, está disponível na Netflix. O filme é dirigido por Rayka Zehtabchi e produzido por ela e Melissa Berton. Elas abordam a situação de meninas no interior da Índia que muitas vezes precisam parar de estudar quando começam a menstruar e não têm acesso a absorventes e um grupo de mulheres que, em posse de uma máquina usada para fabricar esses absorventes, passa a ter uma fonte de renda e fornecer produtos acessíveis. O documentário seria interessante se focasse mais na questão…

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    Dumplin’

    O filme original da Netflix Dumplin’ (algo como “bolinho” em tradução livre) mostra a trajetória da adolescente Willowdean (Danielle Macdonald), uma menina gorda que recebe esse apelido de sua mãe, Rosie (Jennifer Aniston), uma ex-miss da sua cidade com quem tem um relacionamento conturbado. Will também sente falta de sua tia que faleceu e lhe apresentou Dolly Parton, cantora por quem a adolescente nutre admiração. O roteiro de Krinstin Hahn, baseado no livro de Julie Murphy, nem sempre parece saber para que lado levar a trama. Se por um lado tece uma crítica a padrões de beleza que estabelecem determinados corpos como adequados, por é conciliador com o próprio concurso de…

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    Alguém Tem Que Ceder

    Recentemente entrou para o catálogo da Netflix o filme Alguém Tem Que Ceder (Something’s Gotta Give, 2003), escrito e dirigido por Nancy Meyers. Nessa comédia romântica, Diane Keaton vive Erica Barry, uma escritora renomada que está às voltas com um homem rabugento, Harry Sanborn (interpretado por Jack Nicholson) e outro que admira profundamente seu trabalho, Julian Mercer (vivido por Keanu Reaves). Com momentos de ridículo e uma boa protagonista, o filme é uma boa pedida pro fim de semana. Aproveite e depois ouça nosso programa sobre a diretora, em que conversamos sobre ele. Isabel WittmannCrítica de cinema, doutoranda em Antropologia Social, pesquisa corpo, gênero e cinema e é feminista. http://estantedasala.com