• Recados

    Bolão do Oscar Feito por Elas 2021

    Eu organizo meu Bolão do Oscar desde 2012 lá no blog Estante da Sala. No começo participavam em torno de 10 a 20 pessoas, apenas as mais próximas. Mas ele foi crescendo ano a ano até chegar 245 participantes na edição do ano passado. Então resolvi trazê-lo para o Feito por Elas, que tem uma casa maior e um público maior ainda. 😛 E assim nasce o Bolão do Oscar Feito por Elas 2021. E dessa vez teremos premiação! Vamos às regras: Os votos de devem ser feitos via formulário até o dia 24 de abril às 12h (horário de Brasília). Os votos serão computados e a ordenação da colocação…

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    Jane Eyre e suas adaptações

    Esse mês o livro escolhido para leitura e conversa no Grupo de Leitura do Feito por Elas foi Jane Eyre, de Charlotte Brontë. Ele é um dos meus preferidos da vida e eu poderia ter participado dos debates informalmente, mas optei por relê-lo. E uma vez tendo feito isso, resolvi, talvez obcecadamente, ver algumas de suas adaptações audiovisuais. Nesse texto contarei um pouco de minhas impressões. Começando pelo livro: que leitura maravilhosa! Jane Eyre, a protagonista que dá nome à trama, é uma garota órfã de 10 anos que é enviada pela esposa de seu falecido tio para um internato de caridade para meninas sem posses. Cresce em meio aos…

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    Yentl

    Barbra Streisand é uma das 21 pessoas chamadas de EGOT. Isso significa que já foi premiada com Emmy (prêmio de televisão), Grammy (música), Oscar (cinema) e Tony (teatro). Começou a sua carreira na Broadway como cantora e seu primeiro papel no cinema já foi um sucesso absoluto: Funny Girl: A Garota Genial( Funny Girl, 1968), dirigido por William Wyler, que mostra uma comediante no começo do século XX, chamada Fanny, papel que ela já havia interpretado na Broadway. Destaco, ainda, seu papel em Essa Pequena é Uma Parada (What’s Up Doc, 1972), de Peter Bogdanovich, uma comédia maluca com Ryan O’Neil, que envolve malas trocadas e muitas confusões estilo sessão…

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    A Vida é uma Dança e a obra de Dorothy Arzner

    Dorothy Arzner é uma das pioneiras do cinema. Nasceu em 1897 e começou a trabalhar como diretora no final da década de 1920, ainda no cinema mudo. Fez a transição para o cinema sonoro e trabalhou até 1943, sendo a única mulher que se saiba estar dirigindo filmes em Hollywood ao longo da década de 1930. Foi também a primeira mulher a integrar o Sindicato dos Diretores nos Estados Unidos. Curiosamente, eu estava vendo, esses dias, o documentário Alice Guy-Blaché: A História Não Contada da Primeira Cineasta do Mundo (Be Natural: The Untold Story of Alice Guy-Blaché, 2018), dirigido por Pamela B. Green e nele aparece uma carta de Guy…

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    Moxie: Quando as Garotas Vao à Luta

    Para quem quer um filme levinho, a dica é a comédia teen Moxie: Quando as Garotas Vao à Luta (Moxie, 2021), dirigida por Amy Poehler e que chegou na Netflix. É a história de uma adolescente chamada Vivian (Hadley Robinson) que descobre que sua mãe (interpretada pela própria Amy Poehler) teve sua fase feminista-riot–grrrl. E então chega uma nova aluna na escola, Lucy (Alycia Pascual-Pena), e ela não foge de se posicionar e opinar sobre os assuntos. Com essas novas influências, Vivian resolve criar uma zine anônima que aborde os problemas, especialmente o machismo, com que se depara no ambiente escolar. O filme derrapa às vezes porque parece querer abarcar temas demais e se encanta com…

  • Filmes,  Indicações

    Supo Mungam Plus

    A Supo Mungam Plus, plataforma de streaming da distribuidora de mesmo nome, destaca no mês de março filmes realizados por mulheres. Além de um especial com quatro filmes dirigidos por Vera Chytilová  (todos mencionados em nosso programa sobre ela), há ainda versões restauradas de filmes como Olivia (1951), de Jacqueline Audry, Refrigerante de Menta (1977), de Diane Kurys e O Piano (1993), de Jane Campion. Para conferir a programação completa para o mês, acesse aqui.  Isabel WittmannCrítica de cinema, doutoranda em Antropologia Social, pesquisa corpo, gênero e cinema e é feminista. estantedasala.com

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    Faz de Conta que NY é uma Cidade

    Se tem um “homem cineasta” na ativa que mora no meu coração, esse é Martin Scorsese, nosso simpático velhinho do Up- Altas Aventuras. Tem filme que eu gosto mais, tem filme que eu gosto menos, mas estou sempre esperando o próximo. E aí veio essa notícia de que ele realizou uma minissérie que chegou à Netflix meio na surdina: Faz de Conta que NY é uma Cidade (Pretend It’s a City, 2021) e eu não posso deixar de recomendar, porque eu mesma só fiquei sabendo dela por um amigo. Trata-se de uma série de conversas dele com Fran Lebowitz, intercaladas com gravações de entrevistas televisivas e apresentações ao vivo. Além de amiga de longa data do…

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    O Amigo Americano

    Essa indicação vai ser dupla! No ano passado, no Grupo de Leitura FpE, fizemos a leitura conjunta do livro Carol (O Preço do Sal), da Patricia Highsmith, acompanhando a revisão do filme de mesmo nome para nosso programa sobre ele, no mês das escritoras. A escrita de Patricia Highsmith é envolvente, mas o romance destoa do conjunto de sua obra, marcado por livros sobre crimes (embora o romance entre duas mulheres poderia ser visto como um crime no contexto retratado). No embalo do interesse que a obra da escritora me despertou, li, agora na virada do ano, o livro Em Águas Profundas, em nova edição pela Editora Intrínseca, com tradução de Roberto Muggiati, e essa é a…

  • Notícias

    10 filmes dirigidos por mulheres estreiam na Supo Mungam Plus em março

    A plataforma de streaming Supo Mungam vai incorporar ao seu catálogo, durante o mês de março, 12 filmes, sendo 10 dirigidos por mulheres. Entre os destaques, está o longa italiano, inédito no Brasil, Mãe + Mãe, de Karole Di Tommaso. Selecionado para o Festival de Roma e baseado na história real da diretora, Mãe + Mãe, mostra a trajetória de duas mulheres que se amam e sonham em ter uma criança e formar uma família juntas. Elas logo percebem que não será tão simples quanto esperavam e, à medida que o entusiasmo diminui, o amor delas é desafiado. Além dele, a versão restaurada de O Piano, o premiado filme de…

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    Melhores filmes de 2020

    Também conhecido como “os filmes que eu mais gostei de ver”, portanto algo bastante pessoal. Como sempre nos últimos anos, não fiz repescagem em dezembro. Esse ano foi muito atípico e cansativo, mas isso todo mundo sabe. Acabei assistindo a número bastante reduzido de lançamentos. Em meio ao caos do ano, fui jurada no Júri da Crítica do 48º Festival de Cinema de Gramado e no Júri da Crítica da 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, mediei debates, cobri festival, toquei o doutorado em frente (e consegui uma bolsa de estágio na Itália, para onde devo ir no começo de 2021). Ainda assim foram cerca de 40 textos…