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    Fleabag

    Acho que sou desligada, porque até poucas semanas atrás eu nunca tinha ouvido falar de Phoebe Waller-Bridge ou de Fleabag. A descoberta veio do grupo de Telegram do Feito por Elas, em que encontrei um verdadeiro séquito de adoradores da atriz e roteirista e desde então vejo ela em toda parte, seja na referida série, seja em Killing Eve ou Bond 25 (ambos escritos por ela). Rendi-me e juntei-me ao coro dos fãs: é muito talento! Fleabag, disponível na Amazon Prime Video, conta a história de uma mulher de mesmo apelido que tenta não levar à falência o seu café, sempre vazio, lidar com o namorado (ou ex) grudento, a irmã com a vida aparentemente perfeita, o pai viúvo e ainda a sua…

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    Tuca & Bertie

    “Esse é o alarme que soa quando nenhuma mulher fala em voz alta por três minutos” – essa é uma das icônicas falas de uma das protagonistas, ao defender sua melhor amiga silenciada por um colega de trabalho. Dubladas pelas humoristas Tiffany Haddish e Ali Wong, Tuca & Bertie são duas garotas-pássaras de 30 anos vizinhas num apartamento na “Cidave”. O desenho criado por Lisa Hanawalt, também produtora de BoJack Horseman, me ganhou pela leveza na abordagem de temas triviais e algumas vezes pesados, como abuso velado, doenças e problemas em família. A série se tornou minha preferida entre as animações adultas recentes, por ter muita personalidade no traço, extrema criatividade, humor na…

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    Olhos que Condenam

    O seriado Olhos que Condenam, de Ava DuVernay, trata da história ficcionalizada de cinco meninos negros presos por uma falsa acusação de estupro em 1989, em Nova York. O elenco é incrível e a recontagem dos acontecimentos é impressionante. Prepare-se para conhecer a vilã mais odiável que você pode ver em uma mídia audiovisual e pensar em como essa pessoa existe na vida real e representa todo um sistema de exclusão e racismo estrutural. A série é muito pesada e difícil de assistir, mas essencial, especialmente para quem é fã da diretora, uma vez que dialoga com seu trabalho anterior, A 13ª Emenda. Isabel WittmannCrítica de cinema, doutoranda em Antropologia Social,…

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    Coisa Mais Linda

    Criticada por questões de representatividade que a Netflix vem tentando compensar em sua publicidade, (com limitações do meu lugar de fala) eu considero a série nacional Coisa mais Linda um ensaio comovente de sororidade entre as quatro protagonistas mulheres e um balanço crítico razoável entre dolorosas diferenças sociais e raciais. A diretora Julia Rezende (do meu amado Ponte Aérea) ficou responsável por dois episódios. Tudo isso com ares de Mad Men e pérolas como Elza Soares na trilha sonora!A protagonista Maria Luíza (Maria Casadevall), em sua trajetória de independência do pai e do marido está muito bem na fita, mas não deveria tentar ser engraçada em alguns momentos. Ela é amparada por novas e velhas…

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    Loja de Unicórnios

    Segundo a Wikipedia, “A geração Y (também chamada geração do milênio, geração da internet, ou Millennials) é um conceito em Sociologia que se refere à corte dos nascidos após o início da década de 1980 e até ao final da década de 1990″. Muito se fala sobre os millennials e as pessoas tendem a colocar a conta dos estereótipos no mais jovens, quando na verdade somos as pessoas entre 20 e 40 anos. Nós crescemos em um Brasil redemocratizado, alguns de nós vimos a queda do muro de Berlim, a abertura para as importações, a múltiplas trocas de moedas, a sociedade mudando gradativamente. Provavelmente muitos de nós também foram incentivados a…

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    Queer Eye

    Não tenho assistido a muitos filmes nos últimos tempos, porque estou num momento tenso com a minha tese (quem me segue no twitter já deve ter percebido). Mas minha singela recomendação hoje, sem muitas palavras, é o reality show Queer Eye. Ele é uma versão revista do Queer Eye for the Straight Guy, que foi ao ar entre 2003 e 2007. Começou em 2018 e já tem três temporadas disponíveis na Netflix, cada uma melhor que a anterior. Trata-se daqueles programas de transformação: os protagonistas são cinco homens gays especialistas em atividades específicas. Bobby cuida da arquitetura e decoração, Tan das roupas e estilo, Jonathan cabelo e cuidados de beleza, Karamo da cultura (mas às vezes parece…

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    Parks & Recreation

    A série acabou em 2015, após sete temporadas, mas depois de ano enrolando, finalmente consegui assistir às temporadas finais, sendo que todas estão disponíveis na Amazon Prime. Parks and Recreation começou como uma espécie de spin off de The Office, mas, na minha opinião, mostrou-se mais engraçada e fácil de gostar que a original. A premissa é similar: tirar humor do cotidiano do trabalho, dessa vez em um órgão público de uma pequena cidade de interior: o departamento de parques e recreações de Pawnee. A protagonista é Leslie Knope, dedicada servidora pública, levemente viciada em trabalho, sempre tentando buscar as melhores soluções para sua cidade. Os colegas completam a equipe…

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    Sex Education

    É provável que você já tenha ouvido falar ou talvez até assistido a Sex Education a essa altura. Criada por Laurie Nunn – também roteirista com Sophie Goodhart, Bisha K. Ali, Laura Hunter, Laura Neal e Freddy Syborn – e dirigida meio a meio por Kate Harron e Ben Taylor, a série aborda questões relacionadas à sexualidade de maneira bastante direta e sensível. O protagonista é Otis (Asa Butterfirld, o menininho de Hugo Cabret), que é um adolescente que não consegue se masturbar. Sua mãe, Jean, interpretada pela sempre maravilhosa Gillian Anderson, é uma terapeuta sexual e comprova que mesmo quando os responsáveis são abertos ao diálogo, podem ser controladores em certos aspectos. Ela tem,…

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    Weeds

    Tem alguns anos que terminei de assistir à maravilhosa série Weeds (2005-2012), de Jenji Kohan, também criadora de Orange Is the New Black. Fiquei feliz de saber que colocaram no catálogo da Netflix, assim posso revê-la sem complicações técnicas. Na trama, estrelada por atrizes consagradas como Mary-Louise Parker e Elizabeth Perkins, Nancy, uma viúva suburbana, passa a comercializar maconha para manter privilégios econômicos e sustentar seus dois filhos. Além de questões sociais, raciais e morais – e muita adrenalina – em relação ao tráfico, o que mais cativa é o comportamento independente e carismático de Nancy, não usuária do produto que negocia, o que a deixa ainda mais interessante. Um bom paralelo temático com a também excelente Breaking…

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    Mad Men

    Nenhuma novidade que Mad Men é uma excelente série, mas por incrível que pareça, não terminei de assistir ainda! Minha justificativa é que eu gosto tanto que economizo episódios para criar a ilusão de que nunca vai acabar… Além disso, sempre fico com uma sensação pesada (porém enriquecedora, claro) depois de assistir, e mantenho as reflexões e metáforas por dias a fio. Mad Men se passa nos anos 60, no mercado da publicidade e além de explorar o psicológico e as memórias do galã Don Draper (Jon Hamm), foca no cotidiano corporativo de duas mulheres: Peggy (Elisabeth Moss nunca foi premiada pelo papel, um crime) e Joan (Christina Hendricks), além das desventuras domésticas de…