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7 filmes de terror dirigidos por mulheres para ver no Halloween

No mês de outubro, o clima de Halloween – ou do bom e velho Dia das Bruxas – é a desculpa perfeita para assistir a um filminho de terror. Quando tomamos o cinema fantástico como um todo e o de terror em específico, a presença de mulheres na direção muitas vezes passa despercebida, talvez porque não são gêneros cinematográficos normalmente associados ao âmbito daquilo que se entende como feminilidade. As mulheres podem ser vampiras e sereias, scream queens e final girls, mas onde elas estão no processo de criação do terror? Quando consultamos a maior lista no Letterboxd de longas metragens dirigidos por mulheres, entre os 6366 filmes, 255 estão classificados como terror e 431 como suspense (havendo, claro, intersecção entre esses dois grupos). É um número expressivo, visto que o cinema fantástico busca comentar questões importantes para nossa sociedade hoje, e a autoria de mulheres traz uma perspectiva interessante sobre os gêneros. Pensando nisso, o Feito por Elas separou 7 filmes de terror dirigidos por mulheres que você pode assistir na plataforma de streaming do Telecine

Cemitério Maldito (Pet Sematary, 1989), dirigido por Mary Lambert

Um clássico é um clássico. Adaptado do livro de mesmo nome escrito por Stephen King, Cemitério Maldito (1989) trata-se da história de uma família que se muda para uma nova casa próxima a um antigo cemitério de animais. Quando o bebê do casal de protagonistas morre em um acidente, a decisão de trazer ou não a criança de volta à vida vai mudar tudo para eles. O filme ainda tem cenas impactantes para quem o assiste hoje em dia. 

Boa Noite, Mamãe (Ich Seh, Ich Seh, 2014), dirigido por Veronika Franz e Severin Fiala

Em uma grande casa de campo, dois irmãos gêmeos recebem sua mãe, que voltou para casa com o rosto completamente enfaixado depois de um procedimento cirúrgico. Os espaços brancos e vazios, o senso de desfiguração e a maneira paranoica como são retratados fazem com que Boa Noite, Mamãe (2014) seja um filme insólito e perturbador.

O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby, 2014), dirigido por Agnieszka Holland  

Acostumada a lidar com temas pesados em sua filmografia, Holland dirige essa minissérie em dois episódios que adapta o livro clássico de Ira Levin. Trata-se da história de uma mulher que começa a desconfiar que seus vizinhos pertencem a uma seita e querem roubar o seu bebê que ainda está para nascer. Estrelado por Zoe Saldana, O Bebê de Rosemary (2014) tem um visual bonito em suas locações em Paris, suspense e muito gore.

As Boas Maneiras (2017), dirigido por Marco Dutra e Juliana Rojas

Eis um filme que não cansamos de recomendar. As Boas Maneiras (2017) é um drama de terror com pitadas de musical. Nele, uma mulher, interpretada por Marjorie Estiano, contrata outra, vivida por Isabél Zuaa, como empregada doméstica e, posteriormente, babá do bebê que está esperando. Acontece que a gestação mostra sinais de que não é como as demais. O longa tem atuações maravilhosas de suas protagonistas e aborda questões sobre classe, gênero, sexualidade e raça, entremeadas pelo folclore brasileiro. 

Vingança (Revenge, 2017), dirigido por Coralie Fargeat

Um dos subgêneros do terror é chamado de rape revenge (ou, simplesmente, “vingança do estupro”, em tradução livre). Nele geralmente a protagonista é estuprada e, depois de sobreviver à violência, persegue seus perpetradores em busca de vingança. Geralmente esses filmes são dominados pelo olhar masculino e o corpo brutalizado é também erotizado. A proposta de Fargeat em Vingança (2017) é contar uma história com essa mesma estrutura, mas que realmente parta do ponto de vista de uma mulher. E ela faz isso de um jeito bastante único, com destaque para o visual do filme, que rende cenas memoráveis. 

Natal Sangrento (Black Christmas, 2019), dirigido por Sophia Takal

Nesse remake do clássico de 1974, um grupo de garotas passa o natal na república da universidade onde estudam, quando uma figura que veste uma capa começa a atacá-las uma a uma. O terror adolescente de Natal Sangrento (2019) se vale de uma abordagem feminista do subgênero slasher, trazendo muitas discussões sobre gênero que vêm sido levantadas nos últimos anos, especialmente o estupro em universidades e a forma como é acobertado. 

Os Órfãos (The Turning, 2020), dirigido por Floria Sigismondi

A cineasta ítalo-canadense Floria Sigismondi, famosa por dirigir videoclipes de artistas como Marilyn Manson, Björk e David Bowie, fez a transição para o cinema com o filme mergulhado em música The Runaways – Garotas do Rock (2010). Agora mergulhando no terror, ela cria uma história sobre uma tutora, interpretada por Mackenzie Davis, que se muda para uma mansão isolada para cuidar de duas crianças, onde descobre que existe uma razão para esse emprego aparentemente tão bom estar desocupado. O final (ou finais) de Os Órfãos (2020) é polêmico, mas o filme, muito atmosférico, rende uma sessão divertida. 

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Esse conteúdo foi produzido pelo Feito por Elas, de maneira patrocinada, em parceria com o Telecine.  
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