• Blogs,  Críticas,  Isabel Wittmann

    [44ª Mostra de São Paulo] Welcome to Chechnya

    Não há dúvidas de que o documentário Welcome to Chechnya (2020), dirigido por David France, com roteiro dele e de Tyler H. Walk, aborda um tema de extrema importância e traz denúncias de violações de direitos humanos que precisam ser ouvidas. As consequências são a grande visibilidade do filme e as premiações, como o Prêmio de Cinema da Anistia Internacional, o Prêmio Teddy de Ativismo e o Prêmio da Audiência Panorama no último Festival de Berlim, além do prêmio de Melhor Montagem de Documentário no Festival de Sundance. O filme trata do chamado Expurgo contra LGBTIs que vem acontecendo na Chechênia desde 2017. A república russa se destaca dentro do…

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    [44ª Mostra de São Paulo] 17 Quadras

    Dirigido por Davy Rothbart, com roteiro de Jennifer Tiexiera, 17 Quadras (17 Blocks, 2019) é um documentário que acompanha a vida de uma mesma família por vinte anos, começando em 1999 e fazendo uso de mais de mil horas de gravação. Os Sanford moram em Washington, nos Estados Unidos, a dezessete quadras de distância do Capitólio, ou seja, tão próximos dos espaços de poder, e ainda assim tão pouco acolhidos. Cheryl Sanford é uma mulher que veio da classe média, estudou em escola particular e agora, mãe solo de três filhos, vê suas condições financeiras se deteriorarem. No começo do filme Akil “Smurf” tem 15 anos, Denice tem 11 e…

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    [44ª Mostra de São Paulo] O Problema de Nascer

    Elli (Lena Watson) é uma criança como outra qualquer, que anda pela floresta e sente o cheiro do mato e o chão molhado, no verão que começa. É também a responsável pela narração em off, que externa suas sensações. Ela pega um gafanhoto e o sente pular em sua mão e fugir. Está quente e ela e seu pai ficaram o dia todo fora de casa e a noite toda acordados e nadaram até enrugar. Elli é uma androide. O Problema de Nascer (The Trouble With Being Born, 2020), dirigido por Sandra Wollner, que também o roteiriza com Roderick Warich, lida com temas recorrentes da ficção científica em torno de…

  • Blogs,  Críticas,  Isabel Wittmann

    [44ª Mostra de São Paulo] Cozinhar F*der Matar

    O inusitado Cozinhar F*der Matar (Cook F**K Kill, 2019) começa com um coro de teatro grego composto apenas por mulheres, que conta, em uma espécie jogral, uma história sobre violência. Com isso o filme já escancara sua estrutura de tragédia (não sem uma dose de humor ácido), marcando a inevitabilidade da morte que recairá sobre o suposto herói. Com roteiro e direção de Mira Fornay, ele retrata o o motorista Jaroslav (Jaroslav Plesl) e relação com sua família. Jaroslav vive uma espécie de dia da marmota, em que tenta, uma vez atrás da outra, alterar as dinâmicas familiares, incluindo as que ele cria. Ele não pode ver seus filhos, que…

  • Blogs,  Críticas,  Isabel Wittmann

    [44ª Mostra de São Paulo] Mães de Verdade

    Depois dos irregulares Esplendor (Hikari, 2017) e Vision (2018), a premiada cineasta japonesa Naomi Kawase retoma um cinema tocante e poético com Mães de Verdade (Asa ga Kuru, 2020). O filme é baseado no romance de 2015 de Mizuki Tsujimura e a linguagem acessível, que já aparecia no doce Sabor da Vida (An, 2015), é utilizada em uma narrativa que reflete sobre a maternidade e suas muitas faces. Logo na sequência de abertura temos pistas sobre o que está por vir, quando, acompanhado de uma suave música de piano, ouvimos o choro de um bebê nascendo. A história nos apresenta a Satako Kurihara (Hiromi Nagasaku), a dedicada mãe de um…

  • Críticas,  Stephania Amaral

    Em minha pele

    Em minha Pele (Dans ma peau, 2002), Marina de Van retoma e explode o conceito de insólito que ensaiou uns anos antes na atuação em Sitcon (1998), do François Ozon. Na introdução com música lounge e tela dividida, objetos como clipes, réguas e tesoura fazem uma contraposição com o mundo pragmático que logo será questionado.No filme, […] https://stephaniaamaral.wordpress.com/2020/10/12/em-minha-pele/...

  • Blogs,  Críticas,  Isabel Wittmann

    Aos Treze (2003)

    Aos Treze (Thirteen, 2003) é o primeiro filme da diretora Catherine Hardwicke. A protagonista é a Tracy, também o primeiro papel de protagonista com destaque da Evan Rachel Wood. Ela é uma menina de 13 anos que começa a deixar suas amigas de lado para andar com uma outra menina popular da escola, a Evie (que é interpretada pela Nikki Reed, que escreveu o roteiro junto com a diretora). À partir daí começam uma série de mudanças de comportamento, do modo de vestir até a relação com a mãe, vivida pela Holly Hunter (que foi indicada ao Oscar pelo papel) passando por sexo e drogas. Eu vi o filme na…

  • Críticas,  Filmes

    Take this Waltz

    Margot sente medo de estar entre duas coisas. Com constante senso de perigo, sente medo de sentir medo. As unhas azuis dos pés dela denotam uma fragilidade, uma delicadeza infantil, uma Madame Bovary oculta, uma palhaça triste. Como adulta ela escolhe não sucumbir à melancolia, ainda que pareça perdida e se sinta culpada por ter […]

  • Blogs,  Críticas,  Stephania Amaral

    INDIANARA

    Indianara (2019), de Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa, longa candidato à Palma Queer ano passado em Cannes e que hoje estreia por aqui, é um registro audiovisual poderoso e importante de momentos históricos atuais do Brasil e da luta de pessoas trans pela liberdade de existir e de ocupar espaços. Sem intermédio de legendas ou […] https://stephaniaamaral.wordpress.com/2020/06/25/indianara/...