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Coisa Mais Linda

Criticada por questões de representatividade que a Netflix vem tentando compensar em sua publicidade, (com limitações do meu lugar de fala) eu considero a série nacional Coisa mais Linda um ensaio comovente de sororidade entre as quatro protagonistas mulheres e um balanço crítico razoável entre dolorosas diferenças sociais e raciais. A diretora Julia Rezende (do meu amado Ponte Aérea) ficou responsável por dois episódios. Tudo isso com ares de Mad Men e pérolas como Elza Soares na trilha sonora!A protagonista Maria Luíza (Maria Casadevall), em sua trajetória de independência do pai e do marido está muito bem na fita, mas não deveria tentar ser engraçada em alguns momentos. Ela é amparada por novas e velhas amigas, como Adélia (Pathy Dejesus), que mora no morro e cria uma filha pequena, e Lígia (Fernanda Vasconcellos), que sofre com um marido agressivo que tenta impedi-la de cantar. Sobre a versão loira Dietrich noir de Mel Lisboa sou suspeita, pois sou fã da atriz desde Presença de Anita! A personagem dela, Thereza Soares, é minha preferida, a mais prafrentex de todas, editora de uma revista feminina lutando por mudar a equipe masculina por escritoras tão competentes quanto ela. Únicos destaques para os rapazes Capitão (Ícaro Silva) e Chico (Leandro Lima). É pena que a trama siga por um caminho confuso, novelesco e apressado no ato final, mas mesmo assim gostei bastante e estou ansiosa pela (necessária) segunda temporada! 

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