• Discos,  Indicações

    Tem Conserto, de Clarice Falcão

    Clarice Falcão voltou. A menina que começou cantando paixões um tanto quanto submissas e tragicômicas em Monomania (2013) e amadureceu na forma empoderada de lidar com dramas românticos em Problema Meu (2016), sem jamais perder a ironia. Tem Conserto (2019) inicia com uma aura bad, a julgar por “Minha Cabeça”, “Morrer Tanto”* e “Esvaziou”, cujo clipe meditativo (genérico) esvazia um pouco a tristeza do luto. Porém em meio ao choro, Clarice faz rir na sequência com as dançantes “Horizontalmente” (na real um depressivo caso de amor com a cama) e “Dia D” (ousado refrão de funk), lembrando “Hey DJ” da Xuxa nos tempos áureos em “CDJ”, link pra terminar de…

  • Discos,  Indicações

    Electra, de Alice Caymmi

    Depois de me arrebatar pela primeira vez com o hit “Sozinha” (que chegou na minha história na hora exata), Alice Caymmi retorna com o álbum “ELECTRA” (disponível no Spotify, etc..). A vibe é tensa, dramática (ADORO), oposta aos beats eletrônicos e empoderados do batidão neon – também interessante – do trabalho anterior, Alice pega no samba denso e pianos introspectivos (animando um pouco mais só ao final) em regravações como “De qualquer maneira” na bela e melancólica introdução, passando de Maysa (Diplomacia, 1958) a Letuce (Areia Fina, 2012 – lembrando que “tudo que é perfeito dá defeito cedo ou tarde”) (@discosdaste) Videoclipe (vertical) de “Diplomacia”, de Alice Caymmi. Stephania AmaralPesquisa filmes realizados por…

  • Filmes,  Indicações

    O Outro Pai

    O Outro Pai (2019), de Gabriela Tagliavini, é daqueles filmes que apesar de todas as evidentes falhas – como clichés de final feliz e romances forçadíssimos – acaba sendo uma ótima surpresa. Na trama, quatro irmãs que se reencontram no funeral da mãe descobrem que não são filhas biológicas do pai com que conviveram, e devem descobrir suas origens como condição para recebimento da herança. Me diverti e me emocionei com a comédia espanhola (a quanto tempo não tinha um guilt pleasure tipo novela mexicana!), especialmente pela união fraternal, real desejo da mãe realizado. Fiquei satisfeita pelas representatividades importantes (ainda que colocadas de forma um pouco desengonçada), não só da diretora…

  • Discos,  Indicações

    Tidal, por Fiona Apple

    Hoje é dia de dica musical vintage da Stê! Não comentei aqui ainda sobre minha adoração pela cantora, compositora e pianista (que pianista!) norte-americana Fiona Apple, especialmente pelo incrivelmente maduro primeiro álbum Tidal (1996), lançado quando Fiona tinha pouco mais do que 18 anos! As letras poéticas e pesadas tratam de temas como se sentir culpada pela própria sexualidade – como na icônica “Criminal” (clipe abaixo) e até o abuso que ela sofreu em “The child is gone”, faixa que ela evitava tocar ao vivo devido ao trauma. Sempre escuto e fico impressionada como ela parece saber tudo sobre a vida desde tão jovem! Fiona não lança muitas faixas extras, o que me…

  • Filmes,  Indicações

    Coisa Mais Linda

    Criticada por questões de representatividade que a Netflix vem tentando compensar em sua publicidade, (com limitações do meu lugar de fala) eu considero a série nacional Coisa mais Linda um ensaio comovente de sororidade entre as quatro protagonistas mulheres e um balanço crítico razoável entre dolorosas diferenças sociais e raciais. A diretora Julia Rezende (do meu amado Ponte Aérea) ficou responsável por dois episódios. Tudo isso com ares de Mad Men e pérolas como Elza Soares na trilha sonora!A protagonista Maria Luíza (Maria Casadevall), em sua trajetória de independência do pai e do marido está muito bem na fita, mas não deveria tentar ser engraçada em alguns momentos. Ela é amparada por novas e velhas…

  • Blogs,  Stephania Amaral

    ROCKETMAN

    Elton John nunca foi um dos meus cantores preferidos. Com exceção de “Can You Feel the Love Tonight” (por motivos óbvios!) e “Benny and the Jets” – melhor sequência do longa por motivos de suruba – por momentos de zoeiras entre amigos, não fui ao cinema esperando saber cantar todas as letras. No entanto, passei […] https://stephaniaamaral.wordpress.com/2019/05/30/rocketman/...

  • Discos,  Indicações

    Rosa Neon

    Estamos vivendo um verão infinito em 2019, a julgar pelo calor (ao menos aqui em Hellorizonte). E é direto da minha cidade mineira que indico fortemente o Rosa Neon, que combina bastante com esse clima caliente. A banda é formada por Mariana Cavanellas, Marcelo Tofani, Luis Gabriel Lopes e Marina Sena, músicos conhecidos de outros carnavais musicais. Enquanto prepara território para um aguardado primeiro álbum, o quarteto já lançou 6 singles: a mais introspectiva Embalagem, a kitsch (ou “brega indie”) Brilho de Leão e há até espaço pra uma pegada mais SKA em Estrela Do Mar, além das mais grudentas Fala Lá Pra Ela e Ombrim (cliquem nos links pois os clipes valem muito a pena!). O meu preferido deles, Picolé (e…

  • Filmes,  Indicações

    Lemonade

    Aproveitando a indicação abaixo da Isa do Homecoming na Netflix, quero lembrá-los do maravilhoso álbum Lemonade (2016), que também tem um filme fantástico homônimo dirigido e estrelado/performado pela Beyoncé – na época eu, Isa, Kel e Renato (hoje time do Cinematório) até gravamos um podcast relacionado no Cinema em Cena. Esses dias a diva finalmente liberou o disco em várias plataformas de música online, como o Spotify. Eis abaixo uma amostra do longa musical com o clipe de “Sorry”, uma das faixas que mais me tocam – sempre arrepio toda e choro, tenho uma conexão muito forte com este trabalho!  Stephania AmaralPesquisa filmes realizados por mulheres, mas também é das…

  • Blogs,  Stephania Amaral

    A LIXXXTA

    Nota: Bom pessoal, vocês vão notar a partir de agora umas mudanças neste blog. Temos um pouco de tudo aqui, na maioria das vezes vocês encontram críticas sobre filmes que assisto em cabines de imprensa, um livro ou disco ou outro (já que posto todo dia no @discosdaste). Temos até amostras de assuntos mais pessoais […] https://stephaniaamaral.wordpress.com/2019/05/13/a-lixxxta/...

  • Blogs,  Stephania Amaral

    Cemitério Maldito

    A barreira não deve ser quebrada. A terra é podre. Era de se esperar que a nova versão do livro de Stephen King não atingisse um nível tão clássico quanto Cemitério Maldito (1989), de Mary Lambert. Caso a memória do filme de Lambert – especialmente a impecável sequência final – não assombrasse Pet Sematary (2019), […] https://stephaniaamaral.wordpress.com/2019/05/09/cemiterio-maldito/...