Críticas e indicações,  Discos

Miss Li

Não me lembro mais como descobri o trabalho da Miss Li a alguns anos atrás (quando sobrevivia ainda sem as playlists do Spotify). Provavelmente vi a cantora nos vídeos recomendados do YouTube, pois adoro essa influência vintage jazzística na música, como nos trabalhos do Postmortem Jukebox, Caro Emerald e Diablo Swing Orchestra – assuntos para outras newsletters, me cobrem!

Nascida Linda Carlsson, a sueca Miss Li tem muitos álbuns desde 2006. Meu preferido é “Beats & Bruises”, de 2011, o mais equilibrado de seus trabalhos, especialmente as faixas “My Man” e “Forever Drunk”. Suas músicas costumavam ser mais românticas e fofinhas (sempre com doses saudáveis de ironia), até que em 2017 ela voltou com uma pegada mais pop, eletrônica e até meio trip hop e reggae em alguns momentos no disco com temática bem feminista “A Woman’s Guide to Survival”. A faixa título AWGTS já começa com uma impactante análise da realidade feminina. Seu single do ano passado, Den vintertid nu kommer, no entanto, não tem tanta personalidade, mas sugiro retomar outras pérolas mais antigas da moça, como “Backstabber Lady”, “Don’t try to fool me”, “Take a Shower!” (bem polka), True Love Stalker” e “Golden Retriever” – a superação de todos os crush passados ao concluir que um cachorro merece mais o amor de mulheres independentes. Do “Tangerine Dream”, álbum da última citada, fez mais sucesso no nicho a “My heart goes boom”, que você confere o retrô clipe abaixo

Videoclipe de “My heart goes boom”, da Miss Li
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Doutoranda em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG

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