Blogs,  Stephania Amaral

ROCKETMAN

Elton John nunca foi um dos meus cantores preferidos. Com exceção de “Can You Feel the Love Tonight” (por motivos óbvios!) e “Benny and the Jets” – melhor sequência do longa por motivos de suruba – por momentos de zoeiras entre amigos, não fui ao cinema esperando saber cantar todas as letras. No entanto, passei a reconhecer que estou perdendo muito por não conhecer mais desse artista… Também não sou fã de musicais. Conto nos dedos os que gostei de verdade. E Rocketman se tornou um deles!

ROCKETMAN
ROCKETMAN

Um diabão imponente surge com ♡ heart shapped glasses… em uma clínica de rehab! Da sala do AA, ótima escolha de ponto de partida para conduzir a trama, Elton Hercules John (fiquei com uma TARA no Taron Egerton… especialmente quando ele dá uma mordida no ar de tirar o fôlego!) fala seus podres que poderiam ser melhor explorados não fosse a classificação indicativa limitante. O fantasma da infância aparece e vamos pra primeira sequência musical, com direito a filtro dos anos 50 e corte no barato com a mãe chamando pro almoço – Bryce Dallas Howard perfeita formando uma figura muito verossímil, que chega a dizer crueldades como “você nunca será amado de verdade”.

RM_20180720_GB_Rocketman_00879v2R3.jpg

O menino tímido tem na avó Gemma Jones (também mãe da Bridget Jones!) sua primeira apoiadora na carreira de pianista. Já o pai, que nunca o abraça, não o deixa mexer na coleção de discos nem ver revistas de moda “por não ser menina”. Da melancólica sequência familiar, a transição pra adolescência se dá de forma fluida no musical. Elton aprende que precisa “matar quem você é pra se tornar quem você quer ser”.

A montagem do filme surpreende em muitas sequências que contam histórias, como a compra da casa e a conquista do disco de ouro apaixonado pelo produtor John Reid (Richard Madden), ou a cantoria a capela na lanchonete com o compositor Bernie Taupin (Jamie Bell) – parceria linda e verdadeira lição contra homofóbicos de plantão – ou mesmo quando ele canta sozinho em “Tiny Dancer”, musical fantástico particular.

rocketman-trailer-2

Ainda que aparente ser inatingível em sua vaidade adquirida a duras penas, Elton se desnuda em alguns momentos, demonstrando fragilidade ao ensaiar sorriso no espelho, ou quando arranca os chifres da fantasia espalhafatosa, afinal “Não há nada errado com o prazer ou com o sucesso”.

Do fundo da piscina ao hospital e de volta com tudo aos palcos, nada mais apropriado do que a reacriação do videoclipe perfeito de “I’m still standing” (cura qualquer bad eu juro!) pra fechar a bela homenagem em vida pra esse astro que merece ser exaltado e/ou (re)descoberto! E já que não rolou um momento Rei Leão no filme (ainda bem, são universos diferentes):

icons8-estrela-de-natal-50icons8-estrela-de-natal-50icons8-estrela-de-natal-50icons8-estrela-de-natal-50icons8-bilhete-com-estrela-50

Rocketman_06.jpg

https://stephaniaamaral.wordpress.com/2019/05/30/rocketman/

Compartilhe
Share

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *