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Entrevista | Dandara Ferreira e o percurso solitário de Anatomia do Caos
Cinco anos e quase quatro meses depois do início do isolamento social por conta da pandemia de Covid-19, as imagens das covas enfileiradas no cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus, seguem frescas na memória coletiva. Mostrar a crise do oxigênio na capital amazonense foi fundamental para a diretora Dandara Ferreira em seu documentário Anatomia do Caos, que estreia nesta quinta-feira (2) nos cinemas. No filme, imagens e sons de um trauma coletivo que culminou em mais de 600 mil mortes no Brasil surgem entre os bastidores de uma das CPIs de maior repercussão da história recente do país. Esse processo, que Dandara define como um “percurso solitário”, foi vivido de…