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Postais do Abismo

Publicado originalmente em 26/03 na newsletter para assinantes do financiamento coletivo do Feito por Elas. Para contribuir com o projeto, assine aqui.


Quando eu falei sobre Andor, escrevi que não sou exatamente fã da franquia Star Wars. Eu tenho pouca lembrança da trilogia original de quando era criança e minha recordação maior foi de ter assistido a ela quando o SBT comprou o catálogo da Fox no final dos anos 1990 e passou tudo, de forma bastante alardeada, pouco antes da estreia do Episódio 1 no cinema.

Por isso, pra mim, Carrie Fischer sempre representou duas coisas: a filha da Debbie Reynolds, claro, mas também uma escritora. Desde que eu me conhecia por gente meus pais tinham em sua estante aquele livro com capa em cores exuberantes e, como eu sempre lia qualquer coisa que estivesse disponível, eu li e reli algumas vezes.

Eu sabia do teor autobiográfico e adorava o retrato dos bastidores de Hollywood. Postais do Abismo falava de uma uma atriz que lidava com vício e que era filha de uma grande estrela do passado. Muitos anos depois fui ver sua adaptação para o cinema, Lembranças de Hollywood (Postcards from the Edge, 1990), dirigido pelo Mike Nichols, com Meryl Streep e Shirley MacLaine nos papeis principais. Mas o filme não faz jus ao livro, pelo menos na minha memória.

Quem fez um ótimo vídeo sobre livro e filme foi a Isabel Custodio, do Be Kind Rewind, que às vezes acho que compartilha neurônios comigo. Fica a recomendação pra quem quer conhecer mais essa faceta do trabalho de Carrie Fischer.

Crítica de cinema, doutora em Antropologia Social, pesquisadora de corpo, gênero, sexualidade e cinema.

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