• Cinema,  Críticas e indicações,  Filmes

    A Livraria (The Bookshop, 2017)

    Em uma pequena cidade no interior da Inglaterra em 1959, uma viúva decide comprar uma casa antiga e abrir uma livraria. Florence Green (Emily Mortimer) é alertada para o fato de que as pessoas do local não tem o hábito de ler, mas insiste na ideia. O imóvel está caindo aos pedaços mas ela se muda para ele, começando os reparos e encomendando os primeiros volumes. E assim conhecemos A Livraria, adaptado de um romance de Penelope Fitzgerald, com roteiro e direção da cineasta espanhola Isabel Coixet. Florence é convidada para uma festa que conta com a mais alta sociedade local, organizada pelo General Gamart (Reg Wilson) e por Violet Gamar (Patricia…

  • Notícias,  Recados

    Resultado Bolão Oscar 2018

    Eis a divulgação do resultado oficial do Bolão Estante da Sala 2018, que esse ano contou com 67 pessoas interessadas em participar. Já utilizo o site Gold Derby para fazer os votos há uns seis anos, mas esse ano, não sei por qual motivo, ele computou meus próprios votos deixando-os de fora do bolão específico, colocando-o apenas no geral, aberto ao publico (onde me posicionei em 1508/6993 participantes. Usei meus dados que apareceram no geral para me posicionar no ranking do bolão fechado. Peço desculpas pela estranheza do método. A porcentagem de acertos e a pontuação leva em conta que os palpites foram ranqueados, então se a pessoa errou quem…

  • Cinema,  Críticas e indicações,  Filmes

    Me Chame Pelo Seu Nome (Call Me by Your Name, 2017)

    Como você vive sua vida só interessa a você, apenas lembre que nossos corações e nossos corpos só nos são dados uma vez. E antes que você perceba, seu coração está desgastado e quanto ao seu corpo, chega um ponto em que ninguém olha para ele, muito menos quer chegar perto dele. Agora mesmo, há tristeza, dor. Não a mate e com ela a alegria que você sentiu. Crescer pode ser confuso e dolorido. Amar também. Talvez por isso os amores que temos em determinadas fases da vida sejam tão marcantes. Narrativas LGBT tendem a abordar as dores e as perdas, potencializando o sofrimento dos personagens sob o perigo de…

  • Cinema

    A Forma da Água (The Shape of Water, 2017)

    Contos de fadas são um gênero literário bastante particular e devem ser entendidos e avaliados como tal. Eles não são realistas, não devem explicações ao público (como a ficção científica), nem precisam ter uma moral da história (como uma fábula). E A Forma da Água, dirigido por Guillermo del Toro, com roteiro dele em parceria com Vanessa Taylor, é um conto de fadas, que, conforme o narrador, conta a história de uma princesa sem voz, Elisa (Sally Hawkins). Elisa sonha que que está flutuando embaixo da água e trata com verdadeira arte sua rotina matinal, que inclui cozinhar ovos, preparar sanduíches, levar comida a seu vizinho Giles (Richard Jenkins), um…

  • Cinema,  Críticas e indicações

    Lady Bird: A Hora de Voar (Lady Bird, 2017)

    I’m broke but I’m happy, I’m poor but I’m kind I’m short but I’m healthy, yeah I’m high but I’m grounded, I’m sane but I’m overwhelmed I’m lost but I’m hopeful, baby What it all comes down to Is that everything’s gonna be fine, fine, fine ‘Cause I’ve got one hand in my pocket And the other one is giving a high five (Hands in My Pocket- Alanis Morissette) O ano é 2002. Em uma casa na periferia de uma monótona cidade de interior, uma jovem de dezessete anos discute com sua mãe sobre seus planos para o futuro (ou a falta deles). Quer cursar uma universidade, quer ir para…

  • Cinema,  Críticas e indicações,  Filmes

    Filmes assistidos em fevereiro

    Véspera do Oscar, estou com quatro rascunhos de críticas salvas e não escritas, desisti de fazer o desafia dos vencedores de melhor filme de todos os anos, estou com mais de uma dúzia de filmes atrasado para ver na próxima semana para projetos variados, devendo um artigo pra minha orientadora, cansada num nível que eu nem sei dizer. Mas pelo menos consegui botar as leituras atrasadas em dia, agora posso começar a atrasar as próximas D: (rindo pra não chorar). Quase não vi filmes esse mês (acho que dos listados aqui pelo menos cinco são curtas). Mas é isso, vida que segue. Oscar: Me Chame Pelo Seu Nome (Call Me…

  • Críticas e indicações,  Filmes

    Heroína(s) (Heroin(e), 2017)

    Mais um original Netflix, Heroína(s), dirigido por Elaine McMillion Sheldon é um dos indicados ao Oscar de melhor documentário curta-metragem esse ano. Nele acompanhamos a rotina de três mulheres: uma bombeira socorrista, uma juíza e uma missionária, lidando com as consequências do uso de drogas em sua comunidade, uma das regiões mais afetadas pelo problema nos Estados Unidos. Sem moralismo, mostra na força do trabalho delas a necessidade do amparo social e do cuidado médico em detrimento de respostas geralmente utilizadas na “guerra às drogas”, que mais se pautam em papel midiático. Dessa forma, os fatores humanos são trazidos ao espectador de maneira eficiente, dada a curta duração

  • Notícias,  Recados

    Bolão do Oscar 2018

    Esse ano quase desisti de fazer o meu “tradicional” bolão do Oscar, mas aí uma amiga perguntou se eu não iria organizá-lo e me rendi à ideia. Como nos anos anteriores, optei por usar o site Gold Derby, que já calcula o resultado automagicamente e onde dá pra colocar os candidatos de cada categoria de forma ranqueada, então mesmo se você errar, ainda ganha pontos proporcionais pela sua aposta. O bolão é fechado ao público: só os participantes vêm o resultado. Por isso o único meio de fazer parte é sendo convidado por e-mail, o que está longe do ideal, mas tem a facilidade de ninguém precisar ficar computando o…

  • Críticas e indicações,  Filmes

    Os Filhos da Meia-Noite (Midnight Children, 2012)

    Recentemente, em nosso programa sobre a cineasta Deepa Mehta, conversamos sobre seu filme Earth (1998), que aborda a questão da partição da Índia, que separou uma parte de seu território para a criação do Paquistão. Os Filhos da Meia-Noite, também da diretora, tem seu pontapé inicial no mesmo evento. Adaptado do romance de Salman Rushdie, acompanha a vida de um rapaz que nasceu à meia noite do dia da independência do país, filho de uma artista de rua. A enfermeira trocou-o com o bebê nascido exatamente no mesmo momento, de pais ricos, desejando que aquela criança tivesse acesso ao conforto que lhe seria negado de outra forma. Mas dessa forma condenou o…

  • Críticas e indicações,  Filmes

    Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississipi (Mudbound, 2017)

    Com direção de Dee Rees, o drama é centrado em dois soldados, um negro e um branco, que retornam a suas casas depois da 2ª Guerra Mundial e precisam voltar a se encaixar nas rotinas familiares, com pessoas que não vivenciaram os mesmos horrores que eles. A terra, e pertencimento e o racismo são os temas que se destacam. O filme foi indicado ao Oscar de melhor roteiro adaptado (por Dee Rees, que se tornou a 1ª mulher negra indicada na categoria), melhor atriz coadjuvante, melhor canção original (ambas Mary J. Blige) e melhor fotografia (Rachel Morrison, 1ª mulher indicada em 90 anos de premiação)