Filmes
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Mãe! (Mother!, 2017)
O novo filme do cineasta Darren Aronofsky, Mãe!, é compreensivelmente divisivo, mas o mínimo que se pode dizer é que não é uma obra da qual se escapa indiferente. Intenso e com um uso de imagens fortes, o filme enreda o espectador em uma trama que se apresenta na forma de camada sobre camada de alegorias. Em sua superfície nós temos uma história de casal: ela (Jennifer Lawrence) é casada com um escritor (Javier Barden). Eles moram em uma casa antiga, que pertencia a ele e que ela está reformando aos poucos, cômodo por cômodo. Ela acorda e passeia pela casa em busca dele, com uma camisola branca transparente. Os…
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Pendular (2017)
When the routine bites hard And ambitions are low And the resentment rides high But emotions wont grow And were changing our ways, Taking different roads Then love, love will tear us apart again (Love will tear us apart- Joy Division) Em seu novo filme, a cineasta Júlia Murat se debruça sobre um ambiente de proximidade, retratando um casal de artistas. A protagonista sem nome (Raquel Karro), bailarina, se muda com seu companheiro (Rodrigo Bolzan), escultor, para um enorme galpão de indústria. O espaço é logo transformado em lar, com os objetos pessoais do casal dispostos em prateleiras cuidadosamente etiquetadas por ele. O roteiro assinado por Murat e Matias Mariani…
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Sobre espaços de validação e exclusão
A primeira vez que eu vim a São Paulo eu tinha 17 anos. Foi também a primeira vez que eu tinha saído do sul. Como fruto em parte de cidade pequena, em parte de roça, tudo o que eu vi me encantou. Mas uma experiência me marcou ainda mais que as demais: a visita ao MASP (Museu de Arte de São Paulo). Explico-me: as artes eram, já então, uma grande paixão minha. Eu passei algum tempo da minha pré-adolescência namorando aqueles grandes livros de capa dura que compilam as obras de artistas específicos. Sem condições financeiras para adquirir qualquer um que fosse, folheava-os na biblioteca da escola pública em que…
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Uma Mulher Fantástica (Una Mujer Fantastica, 2017)
Uma Mulher Fantástica (2017), de Sebastián Lelio.Marina Vidal (Daniela Vega, em atuação primorosa) é uma cantora que ganha a vida como garçonete. Transitando entre banheiros masculinos e femininos, é obrigada a lidar com a morte repentina do homem que amava e a sofrer na pele o preconceito por ser transgênero em acusações absurdas e desrespeito da família anterior dele. A protagonista é sempre fotografada com admiração e ornada pela direção de arte da minha quase chará Estefania Larrain.
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A Vida Secreta das Abelhas (The Secret Life of Bees, 2008)
Juro que não foi algo planejado, mas sem querer os dois filmes separados para indicação são levinhos. A Vida Secreta das Abelhas (The Secret Life of Bees, 2008), dirigido por Gina Prince-Bythewood, tem um grande elenco, encabeçado pela sempre maravilhosa (embora nem sempre nos melhores projetos) Queen Latifah e por Dakota Fanning, além de Jennifer Hudson, Alicia Keys, Sophie Okonedo e Paul Bettany. A trama foca em uma menina cuja mãe já faleceu e foge de seu pai abusivo, encontrando sororidade e cuidados maternos em uma casa habitada somente por mulheres. É um filme delicado, intenso e gostoso de assistir.
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Sintonia de Amor (Sleepless in Seattle, 1993)
Sintonia de Amor (Sleepless in Seattle, 1993), dirigido por Nora Ephron, já é um jovem clássico dentre os romances e mostra a história de Annie (Meg Ryan), que se apaixona pela imagem que cria para si de Sam (Tom Hanks) ao ouvi-lo em um programa de rádio. O filme já foi discutido (e problematizado) no nosso podcast sobre a diretora, mas por mais que apontemos problemas na obra, sempre vale a pena assisti-lo quando se precisa de algo leve. De preferência fazendo dobradinha com tarde Demais para Esquecer (An Affair to Remember, 1957), filme que o inspirou fortemente.
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It: A Coisa (It, 2017)
Como muitas avós já diziam, de boas intensões o inferno está cheio. It, nova adaptação do romance homônimo de Stephen King, é um bom exemplo do ditado popular. Inegavelmente bem realizado, dirigido por Andy Muschietti (de Mama) e com roteiro, entre outros, de Cary Fukunaga, o filme se desenrola com elegância, mas não consegue traduzir seu conteúdo para o século XX nem dar peso aos sustos que prepara. A história, que no livro ocorre na década de 1950, foi transferida para 1988, na cidade de Derry, como sempre no Maine, estado natal do escritor. O local é habitado por adultos apáticos, que, ao invés de lidarem com a dor, parecem querer esquecer…
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Dicas Netflix Setembro
Primeira sexta feira do mês, dia de selecionar algumas dicas da Netflix para vocês. Uma boa parte dos filmes listados entrou para o catálogo hoje, 1º de setembro. Optei por, dessa vez, listar apenas filmes desse século Minority Report- A Nova Lei (Minority Report, 2002) Babel (2006) Amelia (2008) Trovão Tropical (Tropical Thunder, 2008) Capitalismo: Uma História de Amor (Capitalism: A Love Story, 2009) Bravura Indômita (2010) Cloverfield: Monstro (Cloverfield, 2010) Ginger & Rosa (2012) Argo (2012) Cara Gente Branca (Dear White People, 2014) Tempestade de Areia (Sufat Chol, 2016) Bons filmes e até o mês que vem!
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Filmes assistidos em Agosto
Mais um mês que se passa e a contagem de filmes está cada vez menor. Calhamaços e calhamaços de textos para serem lidos toda semana prejudicam minha cinefilia. Mas vou tentando como é possível. Além dos filmes abaixo também assisti aos seriados Hot Girls Wanted Turned On (que é bacana, mas menos interessante que o documentário que o originou) e The Fall (que faltava ver a 3ª temporada e é muito bom) e comecei a 5ª temporada de House of Cards. Aliás, se quiser me acompanhar no TV Time, rede social para logar seus seriados assistidos, deixo aqui o link. Esse mês, vergonhosamente, também não escrevi nada. Cheguei a salvar…
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Amelia (2009)
Amelia (2009), de Mira Nair, é uma cinebiografia motivacional e feel good, apesar de tudo. Hillary Swank interpreta Amelia Earhart, a primeira mulher a atravessar o Oceano Atlântico de avião. O filme ainda tem atuações de Richard Gere, como o empresário com quem Amelia manteve um relacionamento pouco convencional para a época, e Ewan McGregor. Apesar de alguns diálogos um tanto quanto expositivos, vale a pena pela força da personagem histórica