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A Noiva! (The Bride!, 2026)
Do além, Mary, com sua voz grave de assombração, a cabeça pesada, o olhar furtivo, lista seus nomes: Wollstonecraft por parte de mãe, Godwin por parte de pai e Shelley por parte de seu amante-marido. Uma mulher, como tantas, cujos nomes indicam, mais que pertencimento, propriedade. Um sobrenome é um atestado de posse: ela não é ela, ela é dos seus. Mary Shelley, a fantástica criadora da ficção científica contemporânea, interpretada por Jessie Buckley, é quem narra essa história, diretamente de uma espécie de limbo. A diretora e roteirista Maggie Gyllenhaal veio de sua estreia com uma adaptação impecável do A Filha Perdida de Elena Ferrante e agora retorna com…
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Feito por Elas #162 Especial Mulheres no Oscar 2022
Nesse episódio conversamos sobre a 94ª edição do Oscar, o grande prêmio da indústria do cinema dos Estados Unidos, que aconteceu no dia 27 de março. Falamos sobre as mulheres indicadas, os filmes realizados por mulheres ou com mulheres e sobre a cerimônia como um todo. O programa é apresentado por Isabel Wittmann e Rosana Íris. Feito Por Elas #162 Especial Mulheres No Oscar 2022 Feed | Facebook | Twitter | Instagram | Letterboxd | Telegram Pesquisa, pauta e roteiro: Isabel Wittmann e Rosana Íris. Produção: Isabel Wittmann Edição: Domenica Mendes Arte da capa: Isabel Wittmann Vinheta: Felipe Ayres Locução da vinheta: Deborah Garcia (deh.gbf@gmail.com) Música de encerramento: Bad Ideas – Silent Film…
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Feito por Elas #160 A Filha Perdida
Neste podcast conversamos sobre A Filha Perdida (The Lost Daughter, 2021), primeiro filme dirigido por Maggie Gyllenhaal, que estreou na Netflix e está indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado (da própria cineasta), Atriz Coadjuvante (Jessie Buckley) e Atriz (Olivia Colman). Nessa transposição do livro de mesmo nome escrito por Elena Ferrante, vemos uma mulher que é mãe e professora, em suas férias, e as lembranças de seu passado relacionadas à infância de suas filhas. Conversamos sobre a relação entre ser mãe e o trabalho acadêmico, as cobranças sociais por uma maternidade romantizada e o trabalho de adaptação do roteiro e a direção. Também comentamos A Ilha de Bergman (Bergman…
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Diário de uma filmografia: Julia Roberts
Dia dos Namorados chegando e com ele uma jovem tradição do Feito por Elas: um episódio sobre comédias românticas. Majoritariamente brancas e heteronormativas, o gênero tem uma infinidade de filmes repetitivos e pouco inspirados. Ainda assim tem exemplares deliciosos, que vão das comédias malucas da Hollywood clássica ao texto afiado de Nora Ephron. Em 2017 começamos com a própria Nora Ephron e a ela se seguiu a Nancy Meyers no ano seguinte, ambas roteiristas e diretoras estabelecidas no gênero. Em 2019 resolvemos falar sobre uma atriz: Sandra Bullock, uma das queridinhas dos romances da década de 1990. E veio a promessa: em 2020 seria a vez de Julia Roberts, que…