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A Cronologia da Água (The Chronology of Water, 2025)
O cinema parece sempre cheio de biografias, ano após ano. Recentemente, inclusive, esse espaço vem ganhando também cada vez mais filmes nesse formato, só que retratando personagens fictícios, usando os moldes tradicionais da cinebiografia, ou tentando fazer algo mais empolgante. Do oscar bait a visões interessantes de vidas reais ou inventadas, tudo já foi feito. Poderia-se dizer que há um desgaste, mas a indústria e o público não se cansam, aparentemente, das biopics. Essa introdução pessimista vai na contramão do que se vê em tela quando Kristen Stewart decidiu contar a história de Lidia Yuknavitch nos cinemas, já que A Cronologia da Água carrega em si uma motivação e paixão…
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Hamnet – A Vida Antes de Hamlet (Hamnet, 2025)
Em um ano com tantos filmes relacionados a parentalidades, não consigo deixar de relacionar Morra, Amor (Die, My Love), de Lynne Ramsay e Hamnet, de Chloé Zhao. O primeiro trata de uma mulher, Grace (Jennifer Lawrence), escritora, que se casa, engravida, e vai morar em uma casa distante com o marido, onde começa a apresentar o que é entendido pelos demais como um comportamento errático. O segundo é a história ficcionalizada da pessoa real que foi Agnes, esposa de William Shakespeare, envolvendo a morte do filho de ambos, Hamnet, que teria inspirado a escrita da peça Hamlet. Ambas são narrativas que envolvem questões complexas sobre maternidade e domesticidade. Na época…
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Feito por Elas #210 Entrevista com Tatiana Wisniewski
Nesse podcast conversamos com Tatiana Wisniewski, é gerente ou coordenadora de pós-produção em Hollywood, tendo trabalhado em filmes como Gran Turismo (2023), Will e Harper (2024) e Eleanor a Grande (2025), a estreia de Scarlett Johansson na direção. Falamos sobre quais as atribuições da pós-produção, como é trabalhar no mercado estadunidense e as expectativas em tempos de monopólios. O programa é apresentado por Isabel Wittmann. Feed | Bluesky | Instagram | Letterboxd | Telegram Pesquisa, roteiro, apresentação, produção, edição e capa: Isabel Wittmann Vinheta: Felipe Ayres Locução da vinheta: Deborah Garcia (deh.gbf@gmail.com) Música de encerramento: Bad Ideas – Silent Film Dark de Kevin MacLeod está licenciada sob uma licença Creative Commons, Attribution, Origem, Artista. Apoie nosso financiamento coletivo: https://feitoporelas.com.br/apoie/ ou pix…
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Quando a Mulher se Opõe (Merrily We Go to Hell, 1932)
Publicado originalmente em 11/12 na newsletter para assinantes do financiamento coletivo do Feito por Elas. Para contribuir com o projeto, assine aqui. Joan (Sylvia Sidney), uma jovem socialite, filha de um rico industriário, conhece Jerry (Fredric March), um charmoso jornalista em uma festa. Ela estava entediada, ele a fez rir. Embriagado, ele faz um brinde aos dois, exclamando merrily we go to hell: alegremente vamos ao inferno. Apesar da simpatia do rapaz, ele claramente não consegue mais controlar seu desejo pelos copos: esse brinde já é um aceno de desespero e a frase dá o título original de Quando a Mulher se Opõe (1932), romance-melodrama pré-código dirigido pela cineasta Dorothy Arzner. …
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Melhores Filmes de 2025
Como todos os anos, tentei elaborar uma lista dos filmes que mais gostei e como todos os anos sofri no processo. Filmes entraram e saíram e certamente vou me arrepender assim que publicar. Eu não gosto de fazer listas muito extensas, mas também gosto de números redondos, então acabei ficando com 30 títulos. Esse é um recorte aproximado daquilo que mais me emocionou e/ou instigou em 2025, nem sempre necessariamente os melhores em termos objetivos (isso existe?), mas alguns dos que mais mexeram comigo. Até o momento, foram 283 filmes assistidos no ano, sendo 240 longas metragens. Se eu contei certo, 101 foram lançados Brasil ao longo dos últimos 12…
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20 melhores filmes vistos pela primeira vez em 2025
Desde 2013 incluo na minha retrospectiva do ano esse apanhado de descobertas entre os filmes que assisti que não são lançamentos daquele ano. Afinal, a cinefilia nunca acaba, é um processo de encontros. A lista também pode ser conferida no letterboxd, onde também é possível ver minha nota para cada um deles. A ordem da disposição é cronológica, já que ranquear seria uma tarefa ingrata. Seguem os escolhidos. Garotas Na Farra (The Wild Party, 1929) Direção: Dorothy Arzner Minha Rainha (Queen Kelly, 1932) Direção: Erich von Stroheim O Pecado da Carne (Rain, 1932) Direção Lewis Milestone Oharu, a Vida de uma Cortesã (Saikaku ichidai onna, 1952) Direção: Kenji Mizoguchi Palavras ao…
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Feito por Elas #209 Troféu Alice 2025 Melhores do Ano
O podcast de hoje é a grande celebração do trabalho de diferentes mulheres na indústria do cinema e da televisão desse ano: o Troféu Alice 2025, nosso prêmio de preferidos do ano. O programa é apresentado por Isabel Wittmann e Camila Henriques. Votaram, em ordem alfabética: Barbara Demerov: Site | Letterboxd Beatriz Saldanha: Site | Letterboxd Camila Henriques: Site | Letterboxd Carissa Vieira: Site | Letterboxd Carla Oliveira: Site | Letterboxd Carol Ballan: Site | Letterboxd Cecília Barroso: Site | Letterboxd Gabriela Larocca: Site | Letterboxd Ieda Marcondes: Site | Letterboxd Isabel Wittmann: Site | Letterboxd Ivonete Pinto: Site | Linktree Júlia Gavillan: Site | Letterboxd Larissa Paiva Maia: Site | Letterboxd…
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Entrevista | Rose Byrne, de Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
Linda (Rose Byrne) coleciona momentos de caos em Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria (If I Had Legs, I’d Kick You, 2025). Sozinha com uma filha que exige cuidados, ela precisa abandonar uma casa que está literalmente desabando, se mudar temporariamente para um hotel de beira de estrada, tudo isso enquanto lida com uma crise no trabalho. Em seu segundo longa de ficção, a diretora Mary Bronstein acentua o isolamento de Linda e a necessidade de conexão da protagonista ao colocá-la sozinha em cena durante os conflitos familiares e em rota de colisão com os poucos personagens com quem interage. Pelo trabalho, a atriz Rose Byrne venceu o Urso…
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Entrevista | Kate Hudson, de Song Sung Blue
Biografias musicais costumam ser inspiradoras, especialmente aquelas que tratam de astros e estrelas de que somos fãs e que nos inspiram, trazendo canções que marcaram época. Mas Song Sung Blue: Um Sonho a Dois, dirigido por Craig Brewer, conta uma história um pouco diferente daquela que estamos acostumados: embora as músicas sejam famosas, o casal de protagonistas vividos por Kate Hudson e Hugh Jackman é dupla de artistas de cover. Adaptado de um documentário com o mesmo o nome, o filme conta a história de Mike e Claire Sardina ou Thunder e Lightning, respectivamente, que na vida real se conheceram tentando a vida e buscando o sucesso com suas respectivas…
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Tudo que Resta de Você (All That’s Left of You, 2025)
Publicado originalmente em 27/11 na newsletter para assinantes do financiamento coletivo do Feito por Elas. Para contribuir com o projeto, assine aqui. Tudo que Resta de Você (All That’s Left of You, 2025), escrito e dirigido pela cineasta palestino-jordaniano-estadunidense Cherien Dabis, utiliza do drama familiar para contar a história da Palestina em três gerações. Logo no primeiro ato, a câmera na mão segue pelas ruas um adolescente, Noor (Muhammad Abed Elrahman) e seu amigo. O moletom amarelo de um, a jaqueta jeans do outro, eles poderiam ser jovens em qualquer lugar de um momento recente. Mas trata-se da Cisjordânia em 1988, na primeira Intifada, quando os palestinos se rebelaram com pedras…