Críticas e indicações

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    Filmes assistidos em março

    Que mês foi esse, minha gente? Teve muita gravação de podcast, vídeo pra youtube (em breve deve ser divulgado), participei de debate no Rio de Janeiro sobre o cinema da Von Trotta e trabalhei muito com coisas do doutorado. Abril nem começou e já tem outros projetos nos planos. Infelizmente não rola descanso. Bem, seguem abaixo os filmes assistidos no mês com minha nota pessoal. 52 Films by Women Um Dia (One Day, 2011) ★★★ Versões de um Crime (The Whole Truth, 2016) ★★★   Agnès Varda para Feito por Elas As Duas Faces da Felicidade (Le Bonheur, 1965) ★★★★★ Os Catadores e Eu (Le glaneurs et la glaneuse, 2000) ★★★★ Os Catadores e…

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    Jogador Nº 1 (Ready Player One 2018)

    Na década de 1980 o sobrenome Spielberg era sinônimo de inventividade e qualidade. Filmes eram anunciados exaustivamente usando-o como selo de validação, mesmo quando sua função era a de produtor. Até as pessoas que mantinham um interesse apenas superficial por cinema eram atraídas por ele. Por isso parece óbvia a escolha de seu nome para dirigir Jogador Nº 1, filme adaptado do livro homônimo de Ernest Cline e que é largamente inspirado por elementos da década. É uma pena que o conteúdo não esteja à altura da expectativa criada. A história começa em 2045. Wade (Tye Sheridan) é um adolescente órfão que mora com a tia. A Terra parece estar devastada: a realidade…

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    Zama (2017)

    Publicado originalmente em 1º de novembro como parte da cobertura da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Diego de Zama (Daniel Giménez Cacho) é um funcionário da coroa espanhola na Argentina, a quem foram prometidas riqueza e honrarias que jamais se concretizaram. Morando em um local ermo, tenta manter a aparência europeia com uma peruca desgrenhada, utilizada apenas quando necessária, e uma casaca mal cortada. A solidão e o ridículo são suas companheiras, enquanto constantemente solicita poder voltar para casa. Os planos de Lucrecia Martel são trabalhados com academicismo e o desenrolar da história é lento. O personagem-título é retratado como uma figura sem grandes méritos e o empreendimento…

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    A Ganha-Pão (The Breadwinner, 2017)

    Uma das duas animações dirigidas por mulheres que concorriam ao Oscar desse ano (a outra sendo Com Amor, Van Gogh de Dorota Kobiela e Hugh Welchman), The Breadwinner é um deleite para os olhos. A direção é de Nora Twormey e a produção, entre outras pessoas, conta com o nome de Angelina Jolie. A animação fica a cargo do estúdio irlandês Cartoon Saloon, que já foi responsável pelos sucessos anteriores Uma Viagem ao Mundo das Fábulas(2009) e A Canção do Oceano (2014). Dessa vez, afastando-se da Europa, a narrativa acompanha a jornada de Parvana, uma menina obstinada que precisa ajudar a sustentar sua família no Afeganistão. E é aí que o filme tropeça, ao retratar uma visão exclusivamente ocidental…

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    Aniquilação (Annihilation, 2018)

    O mais novo filme de Natalie Portman é Aniquilação, dirigido por Alex Garland, o diretor talentoso de Ex-Machina. Natalie está muito bem como a protagonista Lena, uma bióloga que se junta ao grupo de mulheres disposto a investigar e conter o avanço do que seria uma anomalia alienígena no nosso planeta, mantida em segredo (claro!) pelo governo. Cada uma dessas mulheres são especialistas em suas áreas científicas – Psicologia, Física, Paramedicina e Geomorfologia – e possuem personalidades bastante distintas. Apesar de alguns diálogos expositivos e um clichezinho ou outro de filmes de grupo, a  trama segue variando bons momentos de tensão, suspense, terror e ação, além de, inteligentemente, nos fazer pensar…

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    A Livraria (The Bookshop, 2017)

    Em uma pequena cidade no interior da Inglaterra em 1959, uma viúva decide comprar uma casa antiga e abrir uma livraria. Florence Green (Emily Mortimer) é alertada para o fato de que as pessoas do local não tem o hábito de ler, mas insiste na ideia. O imóvel está caindo aos pedaços mas ela se muda para ele, começando os reparos e encomendando os primeiros volumes. E assim conhecemos A Livraria, adaptado de um romance de Penelope Fitzgerald, com roteiro e direção da cineasta espanhola Isabel Coixet. Florence é convidada para uma festa que conta com a mais alta sociedade local, organizada pelo General Gamart (Reg Wilson) e por Violet Gamar (Patricia…

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    Me Chame Pelo Seu Nome (Call Me by Your Name, 2017)

    Como você vive sua vida só interessa a você, apenas lembre que nossos corações e nossos corpos só nos são dados uma vez. E antes que você perceba, seu coração está desgastado e quanto ao seu corpo, chega um ponto em que ninguém olha para ele, muito menos quer chegar perto dele. Agora mesmo, há tristeza, dor. Não a mate e com ela a alegria que você sentiu. Crescer pode ser confuso e dolorido. Amar também. Talvez por isso os amores que temos em determinadas fases da vida sejam tão marcantes. Narrativas LGBT tendem a abordar as dores e as perdas, potencializando o sofrimento dos personagens sob o perigo de…

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    Lady Bird: A Hora de Voar (Lady Bird, 2017)

    I’m broke but I’m happy, I’m poor but I’m kind I’m short but I’m healthy, yeah I’m high but I’m grounded, I’m sane but I’m overwhelmed I’m lost but I’m hopeful, baby What it all comes down to Is that everything’s gonna be fine, fine, fine ‘Cause I’ve got one hand in my pocket And the other one is giving a high five (Hands in My Pocket- Alanis Morissette) O ano é 2002. Em uma casa na periferia de uma monótona cidade de interior, uma jovem de dezessete anos discute com sua mãe sobre seus planos para o futuro (ou a falta deles). Quer cursar uma universidade, quer ir para…

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    Filmes assistidos em fevereiro

    Véspera do Oscar, estou com quatro rascunhos de críticas salvas e não escritas, desisti de fazer o desafia dos vencedores de melhor filme de todos os anos, estou com mais de uma dúzia de filmes atrasado para ver na próxima semana para projetos variados, devendo um artigo pra minha orientadora, cansada num nível que eu nem sei dizer. Mas pelo menos consegui botar as leituras atrasadas em dia, agora posso começar a atrasar as próximas D: (rindo pra não chorar). Quase não vi filmes esse mês (acho que dos listados aqui pelo menos cinco são curtas). Mas é isso, vida que segue. Oscar: Me Chame Pelo Seu Nome (Call Me…

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    Heroína(s) (Heroin(e), 2017)

    Mais um original Netflix, Heroína(s), dirigido por Elaine McMillion Sheldon é um dos indicados ao Oscar de melhor documentário curta-metragem esse ano. Nele acompanhamos a rotina de três mulheres: uma bombeira socorrista, uma juíza e uma missionária, lidando com as consequências do uso de drogas em sua comunidade, uma das regiões mais afetadas pelo problema nos Estados Unidos. Sem moralismo, mostra na força do trabalho delas a necessidade do amparo social e do cuidado médico em detrimento de respostas geralmente utilizadas na “guerra às drogas”, que mais se pautam em papel midiático. Dessa forma, os fatores humanos são trazidos ao espectador de maneira eficiente, dada a curta duração