Críticas e indicações
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This is the Life (2008)
O Dia da Consciência Negra está chegando. Você já ouviu o nosso programa sobre a Ava DuVernay? Para falar a verdade não foi proposital a saída do programa com a data: ele estava na nossa lista de episódios a ser feito e coincidentemente saiu no mês de novembro, agora. Mas aproveitando o timing e o ensejo não podemos deixar de recomendar todos os filmes dela que estão no catálogo da Netflix. Infelizmente verificamos que I Will Follow e Middle of Nowhere, que estavam até pouco tempo (inclusive vimos por esse meio) saíram do catálogo. Selma e A 13ª Emenda, comentados no podcast, continuam “em cartaz”. Além deles tem mais dois filmes disponíveis. O documentário This is…
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41ª Mostra de São Paulo parte 4: últimos filmes
O Jovem Karl Marx (Le jeune Karl Marx, 2017), de Raoul Peck Depois do aclamado documentário Eu Não Sou Seu Negro, Raoul Peck retorna com essa cinebiografia correta, que aborda os anos de juventude do filósofo Karl Marx (August Diehl), quando entabulou amizade com Friedrich Engels (Stefan Konarske), com quem futuramente escreveria o Manifesto do Partido Comunista e que possibilitaria a criação de O Capital. A esposa de Marx, Jenny von Westphalen (Vicky Krieps) aparece com a terceira personagem de importância e com uma trajetória interessante: a moça rica e estudada, de família tradicional, que largou tudo para casar-se com o rapaz pobre, judeu e de posicionamentos políticos controversos.…
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41ª Mostra de São Paulo parte 3: candidatos ao Oscar
A Sombra da Árvore (Undir trénu, 2017), de Hafsteinn Gunnar Sigurðsson Candidato islandês a uma vaga no Oscar do ano que vem, esse filme mistura o drama com o humor de maneira eficiente tendo como fio condutor uma família suburbana. Primeiro conhecemos o filho, Atli (Steinþór Hróar Steinþórsson), que precisa voltar a morar com os pais depois que sua esposa descobre que ele ainda guarda (e se masturba assistindo) filmes pornográficos feitos com uma namo
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41ª Mostra de São Paulo parte 2: mais dirigidos por mulheres
Mais uma leva de filmes dirigidos por mulheres conferidos na 41ª Mostra Internacional de São Paulo. Visages, Villages (2017), de Agnès Varda e JR Agnès Varda é sem dúvida uma figura cativante. Aos 89 anos, dos quais mais de sessenta foram dedicados ao cinema, a diretora vive uma fase de reconhecimento pleno e em breve será homenageada com um Oscar honorário por sua trajetória, fato que ironiza, uma vez que mesmo esse seu filme mais recente foi realizado através de financiamento coletivo, como pode ser conferido logo nos agradecimentos dos créditos de abertura. Mas a incansável senhora de cabelo bicolor é uma colecionadora de pessoas e suas histórias, transformando-as em…
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Filmes assistidos em outubro
Toda vez que eu percebo que acabou mais um mês eu levo um susto. E foi-se outubro! Com ele vieram muitos filmes revistos, mas também muitas coisas lindas descobertas na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Essa foi a minha primeira e aos poucos vou postando aqui os texto que produzi. Seguem abaixo os filmes assistidos no mês com suas respectivas notas subjetivas. Não esquece de me seguir no letterboxd! Mostra Internacional de Cinema de São Paulo Happy End (2017) ★★★ Scary Mother (2017) ★★★★ Jericó: O Infinito Vôo dos Dias (Jericó: el infinito vuelo de los días, 2016) ★★★½ Mulheres Divinas (Die göttliche Ordnung, 2017) ★★★★ A Sombra da Árvore (Undir trénu, 2017) ★★★★ Canção de…
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41ª Mostra de São Paulo parte 1: dirigidos por mulheres
Entre os dias 19 de outubro e 1º de novembro, São Paulo recebeu a 41ª edição da Mostra Internacional de Cinema. Ao todo foram 394 títulos, entre longas, curtas e até mesmo 19 obras de realidade virtual, exibidos em 31 salas diferentes. As obras são variadas e a seleção inclui temáticas contemporâneas como relações de gênero, a questão dos refugiados e os problemas ambientais. Dentre as obras selecionadas, 98 são dirigidas por mulheres, incluindo 21 diretoras brasileiras. A cineasta belga Agnès Varda foi homenageada com o Prêmio Humanidade e recebeu uma retrospectiva com 10 filmes sendo exibidos. O diretor francês Paul Vecchiali também foi agraciado com o Prêmio Leon Cakoff…
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Blade Runner 2049 (2017)
Então Deus lembrou-se de Raquel. Deus ouviu o seu clamor e a tornou fértil. (Gênesis 30:22) Los Angeles, 2049: uma cidade cinza, chuvosa, mas com menos neon do que alguns anos antes. Como o próprio nome indica, Blade Runner 2049 se propõe a ser uma sequência do clássico de 1982, cuja narrativa se passa cerca de três décadas depois. Se aquele era dirigido por Ridley Scott, esse fica nas mãos de Denis Villeneuve. O roteiro, por sua vez, tem autoria dividida entre Hampton Fancher, que também roteirizou o primeiro filme, e Michael Green, responsável pelo argumento de Alien: Covenant. E isso explica muita coisa, conforme discorrerei abaixo. Em Blade Runner, Deckard (Harrison…
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Ruby Sparks (2012)
Ruby Sparks, 2012 (Dir.: Jonathan Dayton e Valerie Faris) Na trama escrita pela também protagonista Zoe Kazan (da famosa família de cineastas), Calvin Weir-Fields (Paul Dano) é um jovem escritor aclamado por seu primeiro romance, lançado há 10 anos. A insegurança de Calvin – e os consequentes bloqueios de escrita, além do trauma do abandono depois da morte do pai – o levou a se consultar com um psicólogo, que o instiga a preencher uma página – “de preferência muito ruim” – contando sobre os seus devaneios com uma misteriosa garota. Leia texto completo aqui.
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Transparent
Transparent (2014) é um seriado criado, roteirizado e parcialmente dirigido pela Jill Soloway. A protagonista (interpretada por Jeffrey Tambor), é uma mulher trans judia que assume sua transgeneridade depois dos 60 anos. Embora haja esse problema de um ator cisgênero interpretando uma personagem transgênero, toda a trama é tratada de forma muito delicada e existem, também personagens secundárias interpretadas, aí sim, por atrizes trans. Mas o foco da narrativa não é nas mudanças na vida da protagonista e em todas as experiências novas que ela tem: elas são plano de fundo para a dinâmica familiar, mostrando a sua relação com a ex-esposa e com seus filhos, bem como os problemas pessoais da família como…
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Filmes assistidos em setembro
Fim de mês e sigo tendo pouco tempo pros filmes que não sejam para pauta ou algo relacionado. Além de alguns lançamentos (links nos títulos) esse mês escrevi sobre os museus enquanto espaço de validação artística e o que isso implica (esse texto foi postado muito antes de toda a polêmica atual envolvendo museus e exposições e portante, nem toquei nesse tema). Também concluí meu segundo ano de projeto #52FilmsByWomen e escrevi sobre os resultados dessa experiência. Agora dou por início o terceiro ano. Seguem abaixo os filmes assistidos no mês com suas respectivas notas subjetivas. Não esquece de me seguir no letterboxd! 52 Filmes por Mulheres: Cemitério Maldito (Pet…