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Queer Eye
Não tenho assistido a muitos filmes nos últimos tempos, porque estou num momento tenso com a minha tese (quem me segue no twitter já deve ter percebido). Mas minha singela recomendação hoje, sem muitas palavras, é o reality show Queer Eye. Ele é uma versão revista do Queer Eye for the Straight Guy, que foi ao ar entre 2003 e 2007. Começou em 2018 e já tem três temporadas disponíveis na Netflix, cada uma melhor que a anterior. Trata-se daqueles programas de transformação: os protagonistas são cinco homens gays especialistas em atividades específicas. Bobby cuida da arquitetura e decoração, Tan das roupas e estilo, Jonathan cabelo e cuidados de beleza, Karamo da cultura (mas às vezes parece…
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Memórias de uma menina
Aproveitando a publicação do episódio sobre a filmografia da Helena Solberg no podcast Feito por Elas, a coluna aborda hoje a obra Minha Vida de Menina, de Helena Morley, que foi adaptado para o cinema pela Solberg no longa metragem Vida de Menina (2003). A obra é uma compilação dos diários de Helena Morley – pseudônimo de Alice Dayrell Caldeira Brant (1880-1970) -, escritos entre 1893 e 1895, em Diamantina, Minas Gerais. Na época, a autora tinha entre 13 e 15 anos, mas o livro só foi publicado em 1942, quando a autora já tinha 62 anos. Por ter o formato de diário, a obra não entrou nos cânones da…
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Minha História
“Minha história”, de Michelle Obama, se aproxima da marca de 10 milhões de exemplares vendidos no mundo e está prestes a se tornar a autobiografia mais vendida da história. O livro foi publicado no Brasil pela Companhia das Letras. A obra de Michelle Obama tem o “potencial de se tornar o livro de memórias mais bem-sucedido de todos os tempos”, afirmou Markus Dohle, CEO da Penguin Random House, que publicou a obra simultaneamente em 22 países.
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Tatuagem (2013)
Essa crítica foi escrita em outubro de 2017 para um módulo que ministrei do curso A Crítica de Cinema por Dentro, realizado no SESC. Depois da abertura ruidosa em que vemos um mestre de cerimônias apresentando o grupo de teatro Chão de Estrelas, o silêncio. Fininha (Jesuita Barbosa), um dos protagonistas, aparece visualmente aprisionado entre as grades das camas de ferro do quartel onde serve, sentado enquanto seus colegas ainda dormem. A dualidade entre o caos e a ordem será uma constante em Tatuagem, que é bonito nas diversas facetas que a palavra pode expressar ao ser aplicada a um filme. Trata-se do primeiro trabalho de direção de Hilton Lacerda,…
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Drops FpE #17 Boneca Russa
No drops de hoje conversamos sobre Boneca Russa (2019), série da Netflix protagonizada pela Natasha Lyonne, uma das criadoras em um time totalmente feminino, ao lado de Leslye Headland, Jamie Babbit, Amy Poehler e Allison Silverman. Na trama, Nadia Vulvokov é uma moça novaiorquina que morre e retorna diversas vezes durante a noite em sua festa de aniversário e procura sair do estranho evento temporal. O programa é apresentado por Stephania Amaral do Cinematório e Instagram Discos da Stê e Camila Vieira da Revista Sobrecinema. [ERRATA] O livro preferido de infância de Nadia é Emily of New Moon. Ela menciona na série que as pessoas preferem Anne of Green Gables, da mesma autora, mas ela não.…
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Shazam! (2019)
Mais um filme de super-herói nos cinemas. Imagino que pouca gente dê conta de se manter em dia com todos, especialmente em virtude da semelhança na estrutura de roteiro, que acaba por tornar enfadonhos tantos deles. Mas no meio desse mar de filmes iguais, sempre tem um outro que optam por fugir dos moldes, um pouco que seja. Considero que Shazam seja um desses casos. Enquanto tantos têm apostado na seriedade (e não que seja um problema, eu mesma gosto muito do peso apresentado em Vingadores: Guerra Infinita) Shazam chega para nos lembrar que esses personagens nasceram gibis. Gibis esses que eram escritos para crianças, por mais que gerações cresceram…
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Feito por Elas #71 Mimi Leder
O programa de hoje é sobre Mimi Leder, diretora e produtora estadunidense de cinema e televisão, conhecida principalmente por seus filmes de ação. Conversamos sobre Impacto Profundo (Deep Impact, 1998) e Suprema (On The Basis of Sex, 2018), mas também mencionamos outros como O Pacificador (The Peacemaker, 1997) e A Corrente do Bem (Pay It Forward, 2000). O programa é apresentado por Isabel Wittmann do Estante da Sala, Raquel Gomes, do Cinematório e Moda Útil e Stephania Amaral do Cinematório e Instagram Discos da Stê. Feedback: contato@feitoporelas.com.br [soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/601015368″ params=”color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true” width=”100%” height=”250″ iframe=”true” /] Feed|Facebook|Twitter|Instagram|Letterboxd|Telegram Edição: Felipe Ayres e Isabel Wittmann Pesquisa e pauta:Stephania Amaral e Isabel Wittmann Arte da capa: Amanda Menezes Vinheta: Felipe Ayres Locução: Deborah Garcia (deh.gbf@gmail.com) Assine nosso Padrim Assine…
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Duas Rainhas
Apesar do duplo protagonismo prometido e cumprido pelo título nacional, Duas Rainhas (2018), primeiro longa da diretora Josie Rourke, foca na história de Mary Stuart (Saoirse Ronan) e sua rivalidade com a prima Elizabeth I (Margot Robbie), rainha da Inglaterra. Além disso se preocupa com questões de representatividade, incluindo atores e atrizes com diversas etnias […] https://stephaniaamaral.wordpress.com/2019/04/04/duas-rainhas/...
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Letrux para Hysteria
Vocês já devem conhecer o projeto Hysteria, que foca em produções feitas por mulheres, certo? Atrasadíssima, deixo aqui a dica desse clipe-manifesto com minha musa Letrux, a Letícia Novaes, que já apresentei a vocês em cartas anteriores… No videoclipe da música que ela compôs especialmente para o canal – dirigido a quatro mãos por Carolina Jabor e Isabel Nascimento Silva – ela canta em português e inglês e se despe pelas ruas de uma forma absolutamente natural e fluida. Confira!
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Livros da Editora Elefante
A editora Elefante acaba de publicar dois livros importantes de autoras feministas: “Olhares Negros – Raça e Representação“, da bell hooks e “O ponto zero da revolução“, de Silvia Federici. O primeiro livro parte da compreensão das relações entre raça, representação, autodefinição das pessoas negras e descolonização. O segundo livro é fruto de 40 anos de pesquisa de Federici sobre a natureza do trabalho doméstico, da reprodução sexual e da luta feminista para construir alternativas às relação capitalistas e patriarcais que oprimem as mulheres.