Críticas e indicações

  • Críticas e indicações,  Discos

    Rosa Neon

    Estamos vivendo um verão infinito em 2019, a julgar pelo calor (ao menos aqui em Hellorizonte). E é direto da minha cidade mineira que indico fortemente o Rosa Neon, que combina bastante com esse clima caliente. A banda é formada por Mariana Cavanellas, Marcelo Tofani, Luis Gabriel Lopes e Marina Sena, músicos conhecidos de outros carnavais musicais. Enquanto prepara território para um aguardado primeiro álbum, o quarteto já lançou 6 singles: a mais introspectiva Embalagem, a kitsch (ou “brega indie”) Brilho de Leão e há até espaço pra uma pegada mais SKA em Estrela Do Mar, além das mais grudentas Fala Lá Pra Ela e Ombrim (cliquem nos links pois os clipes valem muito a pena!). O meu preferido deles, Picolé (e…

  • Críticas e indicações,  Filmes

    Lemonade

    Aproveitando a indicação abaixo da Isa do Homecoming na Netflix, quero lembrá-los do maravilhoso álbum Lemonade (2016), que também tem um filme fantástico homônimo dirigido e estrelado/performado pela Beyoncé – na época eu, Isa, Kel e Renato (hoje time do Cinematório) até gravamos um podcast relacionado no Cinema em Cena. Esses dias a diva finalmente liberou o disco em várias plataformas de música online, como o Spotify. Eis abaixo uma amostra do longa musical com o clipe de “Sorry”, uma das faixas que mais me tocam – sempre arrepio toda e choro, tenho uma conexão muito forte com este trabalho! 

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    Homecoming

    “Escrito, dirigido e produzido por Beyoncé Knowles”. O crédito final é um vislumbre do peso da artista no documentário. Homecoming é sobre seu show que foi a atração principal do festival Coachella em 2018. Beyoncé intercala as apresentações musicais do show com discursos de pensadoras, ativistas, escritoras e outras personalidades negras e cenas dos bastidores e dos preparativos. Ela, que foi a primeira artista negra a ser a atração principal, disse que seu sonho quando criança era estudar em uma universidade para pessoas negras, mas sua escola acabou sendo Destiny’s Child. Sua fascinação por competições de fanfarra a levaram ao tema do show. Além dos músicos, optou por trazer ao palco…

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    A LIXXXTA

    Nota: Bom pessoal, vocês vão notar a partir de agora umas mudanças neste blog. Temos um pouco de tudo aqui, na maioria das vezes vocês encontram críticas sobre filmes que assisto em cabines de imprensa, um livro ou disco ou outro (já que posto todo dia no @discosdaste). Temos até amostras de assuntos mais pessoais […] https://stephaniaamaral.wordpress.com/2019/05/13/a-lixxxta/...

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    Cemitério Maldito

    A barreira não deve ser quebrada. A terra é podre. Era de se esperar que a nova versão do livro de Stephen King não atingisse um nível tão clássico quanto Cemitério Maldito (1989), de Mary Lambert. Caso a memória do filme de Lambert – especialmente a impecável sequência final – não assombrasse Pet Sematary (2019), […] https://stephaniaamaral.wordpress.com/2019/05/09/cemiterio-maldito/...

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    Pokémon: Detetive Pikachu (2019)

    Nos anos 90 videogames portáteis não eram tão comuns no Brasil, devido ao seu preço elevado, mas os aparelhos de televisão eram presentes em quase todas as salas de estar. Os pocket monster (monstros de bolso, em livre tradução), ou, simplesmente, pokémons, surgiram nessa década em jogos para o portátil Game Boy, da Nintendo, mas se tornaram sucesso absoluto no país quando o anime adaptado dele começou a passar na programação matinal da televisão, na virada da década. Figurinhas, baralhos e todo tipo tipo de produtos circulavam entre as crianças. Eu provavelmente era mais velha que o público alvo e acompanhava marginalmente essa febre toda em virtude de meu irmão…

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    Varda por Agnès (2019)

    No dia 29 de março último, Varda nos deixou, cedo demais, aos 90 anos de idade. Mas, apesar de ter partido, ficamos com um legado de obras para ver, rever, imergir e refletir. Varda era uma artista de alma sensível, que capturou pequenos detalhes de coisas que talvez passassem desapercebidas para outra pessoa e criou poesia a partir deles. Suas obras têm uma visão muito única de política, de estética e de afeto. Sua ficção trabalha com questões de gênero do cotidiano (mas não só isso) e desafia o que é dado. Seu documentário se encanta com as pessoas comuns, suas rotinas e suas lutas. Ambos estão sempre embaralhados: há…

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    Ballad of the Broken Seas

    Volta e meia eu retomo trabalhos perdidos de bandas que gosto mas não cheguei a ouvir TUDO. Esses dias descobri o disco “Ballad of the Broken Seas” (2006), primeira colaboração da Isobel Campbell com o Mark Lanegan – eu conhecia apenas os outros da dupla: “Sunday at Devil Dirt” (2008) e “Hawk” (2010). Bel canta ainda no mais melancólico “Ghost of Yesterday” (2002), com Bill Wells. Antes de ouvir Belle & Sebastian e ligar o nome a pessoa eu já tinha me apaixonado pela moça no álbum “Swansong For You” (2000), com The Gentle Waves, na época do lançamento.