• Críticas e indicações,  Filmes

    JOKER

    Joaquin Phoenix renasce a cada atuação e mais uma vez entrega – não apenas empresta – seu corpo e alma ao personagem. Coringa é a dança de um palhaço triste, que escreve em seu diário epitáfios funestos como “espero que minha morte faça mais sentido do que minha vida”.  As fantasias de Arthur Fleck se […] https://stephaniaamaral.wordpress.com/2019/10/03/joker/...

  • Cinema,  Críticas e indicações,  Filmes

    #52FilmsByWomen ano 4: a conclusão

    Terminei o meu quarto ano do desafio #52FilmsByWomen, que dei início em 1º de outubro de 2015 e renovei em todos os 1ºs de outubro seguintes. O desafio consiste em assistir a um filme dirigido por uma mulher por semana durante um ano, totalizando 52. Quatro anos atrás eu queria conhecer o trabalho de mais diretoras que ainda não conhecia. Hoje eu vejo o quanto aprendi e quantas diretoras ainda quero conhecer. No começo eu pesquisava e procurava cada filme que assistiria. Com a criação do Feito por Elas, em 2016, eles passaram a vir no fluxo das pautas escolhidas. Hoje eu nem preciso mais procurar os filmes: eles vêm…

  • Críticas e indicações,  Filmes

    Quatro faroestes com personagens mulheres que fazem a diferença

    O faroeste ou western tem lugar especial na historiografia do cinema como um dos principais produtos de Hollywood, sendo considerado como parte importante da mitologia norte-americana. É um dos gêneros mais facilmente reconhecíveis por seus elementos característicos dispostos em histórias e representações de protagonistas homens. Tendo surgido no começo do século XX, desenvolveu ao longo dos anos um forte imaginário atrelado a paisagens áridas, caubóis austeros, pistoleiros, xerifes, os fora-da-lei, heróis destemidos e bandidos “casca-grossa” em batalhas de bem e mal, pessoais ou grandiosas – incluindo aí questões problemáticas como a vilanização de grupos indígenas, por exemplo.  O foco das narrativas sempre esteve nas relações de rivalidade ou parceria entre…

  • Críticas e indicações,  Discos

    Planeta Fome, de Elza Soares

    Aos 82 anos, Elza Soares, depois dos impecáveis A Mulher do Fim do Mundo (2015) e Deus é Mulher (2018), demonstra extrema vitalidade ao lançar o 34º álbum de sua carreira, Planeta Fome (2019) – a capa maravilhosa é da Laerte! Com parcerias com BaianaSystem e BNegão, com direito a referências ao Tim Maia “me dê motivo, pra ir embora…” e agradecimento irônico ao Garrincha, “obrigada mané!”, ela regravou ainda canções de Seu Jorge e Gonzaguinha, além da recente “Não Recomendado”. Os ritmos e as letras pesados refletem a atual atmosfera política do país, referenciado a todo momento não só na faixa “Brasis”. Segundo a dELZA, “o Brasil só está…

  • Críticas e indicações,  Filmes

    Filhos da Guerra, de Agnieszka Holland

    Hoje vou trapacear. Nas últimas semanas não entrou muita coisa interessante em termos de protagonismo ou autoria feminina nem na Netflix nem  na Amazon. Então vou reforçar o que já havia indicado no twitter: quem tiver acesso ao Mubi, corre que o filmaço Filhos da Guerra, da cineasta polonesa Agnieszka Holland, está no catálogo. Ela tem um  grande apreço  pela temática da Segunda Guerra e esse filme, em específico, trata de um menino judeu que se esconde entre a Juventude Hitlerista para sobreviver. Além dele, entrou para o catálogo o filme Rastros. Sobre o Filhos da Guerra, foi um dos filmes sobre os quais debatemos no nosso primeiríssimo programa, que foi sobre a…

  • Podcasts

    Feito por Elas #82 Safi Faye

    O programa de hoje é sobre Safi Faye, diretora e antropóloga senegalesa que foi a primeira mulher da África sub-saariana a ter um filme comercialmente distribuído internacionalmente, e seu filme Mossane (1996). O programa é apresentado por Isabel Wittmann do Estante da Sala, Camila Vieira da Revista Sobrecinema com a participação da convidada Janaína Oliveira, pesquisadora e curadora, doutora em História, professora no IFRJ e idealizadora e coordenadora do FICINE (Fórum Itinerante de Cinema Negro). Feedback: contato@feitoporelas.com.br Feed|Facebook|Twitter|Instagram|Letterboxd|Telegram Edição: Felipe Ayres e Isabel Wittmann Pesquisa e pauta: Isabel Wittmann Arte da capa: Amanda Menezes Vinheta: Felipe Ayres Locução: Deborah Garcia (deh.gbf@gmail.com) Assine nosso Padrim Assine nosso Patreon Mencionados: [EVENTO] Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul – 11 anos [EVENTO]…

  • Críticas e indicações,  Livros

    Todos nós adorávamos caubóis

    No romance Todos nós adorávamos caubóis, a escritora gaúcha Carol Bensimon narra a história das amigas Cora e Julia que, após anos sem se falar, realizam juntas uma viagem de carro para o interior do Rio Grande do Sul. Elas se conheceram durante a graduação em jornalismo, mas a relação entre elas é bruscamente interrompida quando Julia decide partir para Montreal para terminar os estudos. Logo depois, Cora muda-se para Paris para cursar moda. Durante a viagem que marca o reencontro das personagens, elas buscam compreender o passado e os sentimentos que ainda existem entre elas. Todos nós adorávamos caubóis é o livro de agosto de 2019 da TAG Curadoria,…

  • Cinema,  Críticas e indicações,  Filmes

    A Música da Minha Vida

    A maior parte da filmografia da cineasta Gurinder Chadha, de origem indiana mas que mora no Reino Unido, trata de questões pós-coloniais, especialmente de mulheres indianas e sua relação com a metrópole, abarcando, com isso, relações de gênero e sexualidade além de raça, etnia e nacionalidade. Escrevendo dessa forma parece que seus filmes são complexos tratados de antropologia, mas na verdade são obras leves e agradáveis, como Driblando o Destino (Bend It Like Beckham, 2002) e Noiva e Preconceito (Bride and Prejudice, 2004). Em A Música da Minha Vida (Blinded By the Light, 2019), baseado em uma história real, o protagonista, dessa vez, é um garoto. Javed é um menino…

  • Cinema,  Críticas e indicações,  Filmes

    Os Jovens Baumann

    No ano de 1992 os oito primos, todos da família Baumann, se reúnem em sua fazenda para passar as férias. São os herdeiros do local, em Santa Rita do Oeste, Minas Gerais. Nós, em 2019, revisitamos suas conversas, caminhadas, brincadeiras e interações por meio das filmagens em VHS feitas por Isa, a prima que nunca aparece diante das câmeras. Os Jovens Baumann, filme de estreia de Bruna Carvalho Almeida, acaba por conectar dois momentos distintos: o passado fictício recriado com detalhes como um found footage e o presente de quem o assiste. A mediação entre eles é feita por uma narradora em off que se apresenta como alguém que tinha…