• Críticas e indicações,  Filmes

    Gente de Bem

    O novo filme da diretora e roteirista Nicole Holofcener, Gente de Bem (The Land of Steady Habits, 2018) é uma parceria com a Netflix, lançado diretamente no serviço de streaming. O protagonista é Anders Harris, interpretado por Ben Mendelsohn, um homem branco de classe média que, em uma espécie de crise de meia idade, resolve se divorciar e sair do emprego em que trabalhava. Nem ele sabe exatamente o que o motivou a fazer as duas coisas, e nem o que especificamente está buscando em sua vida. A incerteza e o peso das escolhas são lindamente fotografados na cena do pôster acima, em que ele, numa enorme loja de coisas para casa, se depara com…

  • Entrevistas,  Podcasts

    Drops #11 Helena Ignez

    No drops de hoje conversamos sobre o filme A Moça do Calendário, estreou dia 27 de setembro nos cinemas e também entrevistamos sua diretora, Helena Ignez. A Moça do Calendário é baseado em um roteiro escrito por Rogério Sganzerla em 1987 que foi adaptado pela Helena e fala sobre diversas questões, que vão do gênero à reforma agrária. O filme acompanha Inácio, um ex-gari e dublê de dançarino desmotivado que trabalha numa oficina mecânica e sonha com uma Moça do Calendário, musa dos seus desejos e fantasias. O programa contém um entrevista com a diretora. O programa é apresentado por Isabel Wittmann do Estante da Sala e Stephania Amaral do Cinematório e Instagram Discos da Ste. Feedback: contato@feitoporelas.com.br [soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/513436845″ params=”color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true” width=”100%” height=”250″…

  • Cinema,  Críticas e indicações,  Filmes

    Nasce uma Estrela (A Star is Born, 2018)

    É fácil encontrar na internet um vídeo de Stephanie Germanotta aos dezenove anos tocando piano e cantando uma música de sua autoria: os pés descalços no pedal, o cabelo naturalmente castanho, o vestido sem glamour, a voz intensa e a entrega de um talento cru, mas patente. A jovem mostra domínio sobre a arte que cria, ainda que sem os elementos de polidez que a tornam vendável. Alguns anos depois, rebatizada Lady Gaga, se tornou mais que cantora e compositora: é uma performer, uma artista que cria uma fantasia de si a cada aparição pública, arrebatando fãs nesse processo. Gaga é um combinado de aptidão, figurino, acessórios, danças, aparições marcantes e refrãos…

  • Cinema,  Críticas e indicações,  Filmes

    Sobre assistir a filmes dirigidos por mulheres

    Essa semana eu comentei aqui sobre o fato de ter terminado meu terceiro ano de desafio #52FilmsByWomen (52 Filmes por Mulheres). Nesses três anos me propus a assistir a mais filmes de autoria feminina, porque senti que não estava dando a atenção que eles mereciam na minha cinefilia. Mas isso não é algo que acontece exclusivamente comigo: o fato é que o cânone de filmes e cineastas consagrados é majoritariamente masculino. Isso cria distorções como, por exemplo, o fato de que em todas as edições do livro 1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer, num total de 1210 filmes, apenas 53 sejam dirigidos ou co-dirigidos por mulheres (você pode ver…

  • Podcasts

    Feito por Elas #60 Penelope Spheeris

    Hoje nós falaremos da diretora, produtora e roteirista estadunidense Penelope Spheeris. Esse programa é em comemoração ao Dia das Crianças e os filmes mencionados foram Quanto Mais Idiota Melhor (Wayne’s World, 1992), A Família Buscapé (The Beverly Hillbillies, 1993) e Os Batutinhas (The Little Rascals, 1994). O programa é apresentado por Isabel Wittmann do Estante da Sala, Stephania Amaral do Cinematório e Instagram Discos da Ste e Raquel Gomes, do Cinematório e Moda Útil. Feedback: contato@feitoporelas.com.br [soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/509558367″ params=”color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true” width=”100%” height=”250″ iframe=”true” /]Feed|Facebook|Twitter|Instagram|Letterboxd|Telegram Edição: Isabel Wittmann e Felipe Ayres Pesquisa e pauta: Michelle Henriques Arte da capa: Amanda Menezes Vinheta: Mey Linhares Assine nosso Padrim Assine nosso Patreon Mencionados: [TEXTO] Inocente e sexy: o estereótipo da Born Sexy Yesterday, por Lady Sybylla [REFERÊNCIA] Os Batutinhas originais

  • Cinema,  Críticas e indicações,  Filmes

    #52FilmsByWomen ano 3: a conclusão

    Chego ao fim do meu terceiro ano de desafio #52FilmsByWomen (ou 52 Filmes por Mulheres). Comecei em 1º de outubro de 2015 e quanta coisa mudou de lá pra cá. Na minha vida pessoal, comecei um doutorado, com pesquisa em gênero (como no mestrado) e mudei de estado, dando continuidade ao meu nomadismo. Três anos atrás eu sentia que precisava conhecer mais obras cinematográficas com autoria feminina. O desafio, que consiste em assistir a um filme dirigido por uma mulher por semana durante um ano, totalizando 52, caiu como uma luva. Depois disso, em 2016, criei o Feito por Elas e a demanda por filmes dirigidos por mulheres se tornou ainda…

  • Críticas e indicações,  Discos

    Luiza Lian

    Como vocês já devem ter reparado aqui, ADORO descobrir cantoras, tanto novas quanto antigas (valeu por ter postado essa deusa no seus stories, @lucifernandinha). Pena que demorei tanto pra conhecer o trabalho da Luiza Lian e estou absolutamente encantada! Eu sei que costumo ser muito efusiva com minhas ídalas mas é sério, tirem um tempinho para escutá-la! A moça acaba de lançar seu terceiro álbum, Azul Moderno, que já começa com pérolas como Vem Dizer Tchau e Mil Mulheres (essa toca muito fundo, coisa linda, linda!) O disco anterior, Oyá Tempo, delineia a presença da espiritualidade na música da paulista que “queria ser baiana“. Há uma versão videoclíptica dele no YT! Mas o meu preferido é o primeiro, o homônimo Luiza Lian (☆☆☆☆☆ no @discosdaste), mais pesado e…

  • Podcasts

    Feito por Elas #59 Naoko Ogigami

    Nesse programa conversamos sobre a cineasta japonesa Naoko Ogigami  e os filmes Restaurante Gaivota (Kamome shokudô, 2006) e Entre Laços (Karera ga honki de amu toki wa, 2017). A sua temática é recorrente, estrangeiros em um lugar novo que precisam encarar práticas e elementos estranhos, e como eles lidam com isso. O programa é apresentado por Isabel Wittmann do Estante da Sala, Camila Vieira da Revista Sobrecinema e Raquel Gomes, do Cinematório e Moda Útil. Feedback: contato@feitoporelas.com.br [soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/502677645″ params=”color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true” width=”100%” height=”250″ iframe=”true” /] Feed|Facebook|Twitter|Instagram|Letterboxd|Telegram Edição: Isabel Wittmann e Felipe Ayres Pesquisa e pauta: Michelle Henriques Arte da capa: Amanda Menezes Vinheta: Mey Linhares Assine nosso Padrim Assine nosso Patreon Mencionados: [FILME] O Sabor da Vida (An, 2015), de Naomi Kawase [FILME] A Livraria (The Bookshop, 2017), de Isabel Coixet [FILME] Ansiosa Tradução (Nervous Translation, 2017), de Shireen Seno [FILME] A Garota…

  • Críticas e indicações,  Discos

    Sinto Muito- Duda Beat

    Tenho uma relação especial com a música e o estilo brega. Demorei pra entender isso – creio inclusive que o filme Amor, Plástico e Barulho da diretora Renata Pinheiro ajudou muito – mas agora  aceito, meu coração é tão kitsch que deve ter o formato de um abacaxi! 😀 Neste ano de Xangô, que tá pesado e intenso pra geral, acredito, além do meu amado Johnny Hooker, Duda Beat tem suprido essa necessidade de cantar e dançar pra expurgar todas as sofrências. Com seu delicioso sotaque, a pernambucana chegou para lacrar no primeiro disco, Sinto Muito (clique no título em destaque para ouvir no Spotify). Como pra mim importa mais a emoção do que a razão, vou deixar aqui um…

  • Críticas e indicações,  Filmes

    Carol

    Quando fizemos nosso programa sobre a Kelly Reichardt mencionamos como ela foi apoiada por Todd Haynes, um dos expoentes e considerado um dos criadores do New Queer Cinema, um movimento que aborda sexualidade em seus filmes e que começou no início dos anos 90. Haynes tem muitos filmes maravilhosos, mas é possível que Carol, que entrou para o catálogo da Netflix, seja o que tenha a estética mais apurada. Baseado no romance de Patricia Highsmith e roteirizado por Phyllis Nagy, é basicamente um conto de Natal, em que a personagem-título (vivida por Cate Blanchett) é uma dona de casa com boa situação financeira que está se divorciando do marido e Therese (interpretada por Rooney Mara), por quem ela se…