Críticas e indicações

  • Críticas e indicações,  Filmes

    Nostalgia e locações

    Algumas coisas do cinema e TV sempre me fascinaram, desde criança. Efeitos especiais, por exemplo: eu lembro que eu sempre gostei de assistir a making ofs (lembro quando motraram como funcionava a tela verde de Glub Glub na TV Cultura!) e, depois, com a TV à cabo, àqueles programetes estilo “A Magia do Cinema“. Meus pais diziam para não fazer isso, porque, segundo eles, estragaria o encanto. Mas a verdade é que era o contrário: crianças sabem que aquilo tudo não é de verdade, não é muito mais incrível ver como foi possível realizar algo impressionante? Outra coisa fascinante eram as locações. Achava incrível a possibilidade de assistir a alguma coisa e depois ver o lugar onde…

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    Succession

    SENHORAS E SENHORES O MOMENTO MAIS ESPERADO DESDE O COMEÇO DA PANDEMIA FINALMENTE CHEGOU: A VOLTA DE SUCCESSION. Se você, como eu, estava amargando há dois anos a volta da melhor série da atualidade, a espera está quase no fim. Na última terça-feira, 6 de julho, a HBO soltou o teaser da terceira temporada. O Kendall vai finalmente tomar o lugar do pai? Ou o Logan vai matar o filho dele antes disso? Porque a Shiv tá cuspindo em um livro? São muitas perguntas para serem respondidas “this fall” (algo entre setembro e novembro). Pra quem ainda não conhece, Succession é o que acontece quando você mistura  Veep (ou In The Loop) com King…

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    Jane Eyre e suas adaptações

    Esse mês o livro escolhido para leitura e conversa no Grupo de Leitura do Feito por Elas foi Jane Eyre, de Charlotte Brontë. Ele é um dos meus preferidos da vida e eu poderia ter participado dos debates informalmente, mas optei por relê-lo. E uma vez tendo feito isso, resolvi, talvez obcecadamente, ver algumas de suas adaptações audiovisuais. Nesse texto contarei um pouco de minhas impressões. Começando pelo livro: que leitura maravilhosa! Jane Eyre, a protagonista que dá nome à trama, é uma garota órfã de 10 anos que é enviada pela esposa de seu falecido tio para um internato de caridade para meninas sem posses. Cresce em meio aos…

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    8 filmes de Cecilia Mangini (1927–2021)

    A revista feminista online Another Gaze acaba de lançar seu mais recente projeto: uma plataforma gratuita de streaming, criada para exibição de filmes que a equipe da revista considera com conteúdo feministas, de diferentes territórios e modos de produção, apresentando programadoras e colaboradoras convidadas. Cada programa estará disponível por uma semana na plataforma e será contextualizado com novos textos e traduções. Como apoio para manter a plataforma gratuita, a revista busca apoiadores pelo Patreon. Nesta semana, o programa chama-se A One-Woman Confessional: Eight Films by Cecilia Mangini (1927–2021), com uma pequena retrospetiva da obra da realizadora italiana Cecilia Mangini (foto), que faleceu em 21 de janeiro de 2021. Todos os filmes estão disponíveis…

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    Copo americano

    Farei uma recomendação dupla, pois associei duas produções de mulheres com copos americanos nas capas. A primeira, copo vazio, é o novo livro da Letrux, Tudo que já nadei, dividido em Ressaca (“famoso textão”), Quebra-mar (poemas) e Marolinhas (aforismos anônimos). Comecei a ler as três partes em ordem inversa, começando pelo ato 3, e percebi que a Letrux é mesmo melhor na prosa. As múltiplas escolhas de formatos que ela explorou em Zaralha, projeto anterior, aqui se concentram no textual e eliminam fotos e desenhos, mas ela mantém o estilo memorial. Nesse corpo sem órgãos submerso há espaço ainda para diálogos de zap – ficcionais ou não – e ainda breves…

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    Yentl

    Barbra Streisand é uma das 21 pessoas chamadas de EGOT. Isso significa que já foi premiada com Emmy (prêmio de televisão), Grammy (música), Oscar (cinema) e Tony (teatro). Começou a sua carreira na Broadway como cantora e seu primeiro papel no cinema já foi um sucesso absoluto: Funny Girl: A Garota Genial( Funny Girl, 1968), dirigido por William Wyler, que mostra uma comediante no começo do século XX, chamada Fanny, papel que ela já havia interpretado na Broadway. Destaco, ainda, seu papel em Essa Pequena é Uma Parada (What’s Up Doc, 1972), de Peter Bogdanovich, uma comédia maluca com Ryan O’Neil, que envolve malas trocadas e muitas confusões estilo sessão…

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    A Vida é uma Dança e a obra de Dorothy Arzner

    Dorothy Arzner é uma das pioneiras do cinema. Nasceu em 1897 e começou a trabalhar como diretora no final da década de 1920, ainda no cinema mudo. Fez a transição para o cinema sonoro e trabalhou até 1943, sendo a única mulher que se saiba estar dirigindo filmes em Hollywood ao longo da década de 1930. Foi também a primeira mulher a integrar o Sindicato dos Diretores nos Estados Unidos. Curiosamente, eu estava vendo, esses dias, o documentário Alice Guy-Blaché: A História Não Contada da Primeira Cineasta do Mundo (Be Natural: The Untold Story of Alice Guy-Blaché, 2018), dirigido por Pamela B. Green e nele aparece uma carta de Guy…

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    Moxie: Quando as Garotas Vao à Luta

    Para quem quer um filme levinho, a dica é a comédia teen Moxie: Quando as Garotas Vao à Luta (Moxie, 2021), dirigida por Amy Poehler e que chegou na Netflix. É a história de uma adolescente chamada Vivian (Hadley Robinson) que descobre que sua mãe (interpretada pela própria Amy Poehler) teve sua fase feminista-riot–grrrl. E então chega uma nova aluna na escola, Lucy (Alycia Pascual-Pena), e ela não foge de se posicionar e opinar sobre os assuntos. Com essas novas influências, Vivian resolve criar uma zine anônima que aborde os problemas, especialmente o machismo, com que se depara no ambiente escolar. O filme derrapa às vezes porque parece querer abarcar temas demais e se encanta com…

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    Supo Mungam Plus

    A Supo Mungam Plus, plataforma de streaming da distribuidora de mesmo nome, destaca no mês de março filmes realizados por mulheres. Além de um especial com quatro filmes dirigidos por Vera Chytilová  (todos mencionados em nosso programa sobre ela), há ainda versões restauradas de filmes como Olivia (1951), de Jacqueline Audry, Refrigerante de Menta (1977), de Diane Kurys e O Piano (1993), de Jane Campion. Para conferir a programação completa para o mês, acesse aqui. 

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    Faz de Conta que NY é uma Cidade

    Se tem um “homem cineasta” na ativa que mora no meu coração, esse é Martin Scorsese, nosso simpático velhinho do Up- Altas Aventuras. Tem filme que eu gosto mais, tem filme que eu gosto menos, mas estou sempre esperando o próximo. E aí veio essa notícia de que ele realizou uma minissérie que chegou à Netflix meio na surdina: Faz de Conta que NY é uma Cidade (Pretend It’s a City, 2021) e eu não posso deixar de recomendar, porque eu mesma só fiquei sabendo dela por um amigo. Trata-se de uma série de conversas dele com Fran Lebowitz, intercaladas com gravações de entrevistas televisivas e apresentações ao vivo. Além de amiga de longa data do…