Filmes

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    Olla, de Ariane Labed

    Com clara influência do longa Jeanne Dielman, 23, Quai du Commerce, 1080 Bruxelles (1975), da diretora Chantal Akerman, Olla (2019) é a estreia bem sucedida da atriz francesa Ariane Labed (A Lagosta) atrás das câmeras. O trocadilho com o nome que ela recebe ao chegar, ao menos no Brasil permite uma associação erótica, uma das facetas bem trabalhadas na protagonista Olla (Romanna Lobach), que deixa a Ucrânia e vai para a França morar com Pierre, que ela conheceu pela internet e que vive com a mãe idosa. O curta de 27 minutos não brinca apenas com as discrepâncias da linguagem, mas com expectativas masculinas, direitos e desejos femininos, tantas vezes agredidos e silenciados. Destaque para…

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    Orgulho LGBTI+ no Feito por Elas

    O dia 28 de junho é o Dia Internacional do Orgulho LGBTI+ e aproveitando a data, vamos fazer uma postagem para enaltecer cineastas LBTI ou que trabalhem com a temática LGBTI+ e/ou queer sobre as quais já temos programas. Resistir e celebrar sempre! Segue abaixo: Feito por Elas #15 Lana e Lilly Wachowski As irmãs Lana e Lilly Wachowski são as primeiras cineastas transgênero que se tenha notícia trabalhando em Hollywood. Falamos sobre seu filme Ligadas Pelo Desejo (1996), protagonizado por duas mulheres em relacionamento, e Sense8 (2015-2018), seriado com boa representatividade LGBTI. Feito por Elas #16 Chantal Akerman Chantal Akerman recusava rótulo como “mulher”, “judia” ou “lésbica”, mas mesmo…

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    INDIANARA

    Indianara (2019), de Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa, longa candidato à Palma Queer ano passado em Cannes e que hoje estreia por aqui, é um registro audiovisual poderoso e importante de momentos históricos atuais do Brasil e da luta de pessoas trans pela liberdade de existir e de ocupar espaços. Sem intermédio de legendas ou […] https://stephaniaamaral.wordpress.com/2020/06/25/indianara/...

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    Diário de uma filmografia: Julia Roberts

    Dia dos Namorados chegando e com ele uma jovem tradição do Feito por Elas: um episódio sobre comédias românticas. Majoritariamente brancas e heteronormativas, o gênero tem uma infinidade de filmes repetitivos e pouco inspirados. Ainda assim tem exemplares deliciosos, que vão das comédias malucas da Hollywood clássica ao texto afiado de Nora Ephron. Em 2017 começamos com a própria Nora Ephron e a ela se seguiu a Nancy Meyers no ano seguinte, ambas roteiristas e diretoras estabelecidas no gênero. Em 2019 resolvemos falar sobre uma atriz: Sandra Bullock, uma das queridinhas dos romances da década de 1990. E veio a promessa: em 2020 seria a vez de Julia Roberts, que…

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    Filmes dirigidos por mulheres para ver no Prime Video

    Preparamos mais uma lista de filmes para você aproveitar, dessa vez no Prime Video da Amazon. Como na lista da Netflix, são filmes muito variados e destacamos aqueles dirigidos por cineastas a quem já dedicamos programas. Segue a lista, todos com link direto para o filme: Psicopata Americano (American Psycho, 2000), de Mary Harron É Proibido Fumar (2009), de Anna Muylaert Sabor da Vida (An, 2016), de Naomi Kawase O Segredo das Águas (Futatsume no mado, 2015), de Naomi Kawase Brilho de uma Paixão (Bright Star, 2010), de Jane Campion Bling Ring: A Gangue de Hollywood (Bling Ring, 2013), de Sofia Coppola Jogo Perverso (Blue Steel, 1989), de Kathryn Bigelow…

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    Filmes dirigidos por mulheres para ver na Netflix

    Em meio a quarentena muitas pessoas pediram dicas de filmes que possam ver em plataformas de streaming. Como as opções são muitas, separamos para vocês filmes dirigidos por diretoras que já abordamos em nossos programas. Hoje listamos aqueles disponíveis na Netflix. Tem filme para todos os gostos! Segue a lista, todos com link direto para o filme: Mãe Só Há Uma (2016), de Anna Muylaert Feira das Vaidades (Vanity Fair, 2004), de Mira Nair Em Carne Viva (In the Cut, 2003), de Jane Campion O Destino de Júpiter (Jupiter Ascending, 2015), de Lana e Lilly Wachowski As Vozes (The Voices, 2014), de Marjane Satrapi Califórnia (2015), de Marina Person O…

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    6 figurinistas para conhecer no Telecine + 1 extra

    O figurino é uma ferramenta potente na narrativa, que nos conta sobre onde e quando a história se passa, nos revela detalhes sobre a personalidade de seus personagens e dá pistas, aliado a outros elementos do design de produção, sobre o tom e a atmosfera da história a ser contada. Figurinos não se resumem a roupas bonitas: eles precisam servir ao que está sendo contado. Muitas vezes figurinistas firmam parcerias constantes com pessoas que dirigem filmes e são, em grande parte, responsáveis pela estética que costumamos associar justamente àquela direção. Por esse motivo, apresentamos aqui seis figurinistas, com indicações de filmes para você conhecer um pouco mais sobre suas obras…

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    Jane Fonda’s workout

    Pois é gente, tudo mundo já sabe que É PRA FICAR EM CASA, né? (na medida do possível, claro…) E sabemos também que muito tempo ralando no PC ou mesmo vendo filmes a coluna até dói… Então desenterrei uns exercícios vintage de ninguém menos que a maravilhosa Jane Fonda! <3 Infelizmente não tem legenda em português, mas são bastante autoexplicativos e não parecem difíceis no início… (bom, não experimentei todos ainda). Esta sequência abaixo é pra iniciantes como eu que apenas não querem ficar muito enferrujados e liberar uma endorfina básica durante a quarentona. Em todo caso, já vale a pena assistir pela nostalgia oitentista (com direito a uma trilha característica atmosférica…

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    Gigolô Americano e Teresa de Lauretis

    Esse texto foi originalmente escrito em meu perfil no Letterboxd, mas resolvi trazê-lo para o blog. Em seu livro Alice Doesn’t: Feminism, Semiotics, Cinema, Teresa de Lauretis, em certo momento, discute a relação entre imagem e prazer (tomando emprestado de Laura Mulvey), mediada ou mediando a sexualidade, nos termos de Foucault. Afirma: Como resultado direto da formação histórica da sexualidade, a representação imagética do corpo, presente do prazer visual do cinema, é um ponto focal de qualquer processo de identificação, exercendo uma influência sobre o espectador comparável apenas à tensão da narratividade (p.82, tradução minha) Coloca, portanto, a presença do corpo em cena como fundamental na forma como nós projetamos…

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    Meio Irmão: o cinema, a política e a poética

    Essa crítica foi publicada originalmente no dia 11 de novembro de 2018 no Dossiê do Juri Abraccine da 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, do qual fiz parte. Entre cada sessão, os encontros fugazes acompanhados de breves palavras pesarosas que escapam pelos lábios. Na convergência de pessoas, olhares se cruzam e comentários misturam as obras vistas com os acontecimentos concomitantes. Entre o dia 18 e 31 de outubro ocorreu a 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O senso de normalidade da cinefilia é quebrado pelo mundo que chama do lado de fora do cinema. O processo eleitoral acirrado, marcado pela inverdade compartilhada em massa e por discursos…