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    [43ª Mostra de São Paulo] Merata: Como Minha Mãe Descolonizou a Tela (Merata: How Mum Decolonised the Screen, 2019)

    Esta crítica faz parte da cobertura da 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que ocorre entre 17 e 30 de outubro na cidade. Merata Mita foi uma mulher fascinante. Além de ativista, vocálica quando se tratava, principalmente, das questões de gênero e dos direitos indígenas, foi a primeira mulher maori a dirigir um longa metragem na Nova Zelândia, década de 1970, isso enquanto criou seus seis filhos. Seu trabalho rompeu as barreiras nacionais e a tornou conhecida em todo o mundo. O documentário que carrega seu nome, Merata: Como Minha Mãe Descolonizou a Tela, foi dirigido por seu filho mais novo, Hepi Mita. A narração em off do…

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    [43ª Mostra de São Paulo] Wasp Network (2019)

    Esta crítica faz parte da cobertura da 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que ocorre entre 17 e 30 de outubro na cidade. Havana, 1990. Um piloto de avião, René Gonzales (Edgar Ramírez) despede-se de sua esposa Olga Salanueva (Penelope Cruz), como todos os dias, corta os contatos da torre de controle e toma um avião com que viaja abaixo da linha dos radares até Miami. Lá chegando, afirma que em Cuba tudo falta: eletricidade, comida, o básico (mas não menciona que isso acontece apenas em virtude do embargo imposto pelos Estados Unidos). Ele é rapidamente abordado pela chamada Fundação Nacional Cubano-Americana, que em tese se propõe ajudar…

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    [43ª Mostra de São Paulo] Papicha (2018)

    Esta crítica faz parte da cobertura da 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que ocorre entre 17 e 30 de outubro na cidade. Em 1992 começou a guerra civil na Argélia, que se intensificou no final da década e durou até 2002. O Grupo Islâmico Armado (GIA) foi o responsável por uma série de ações e atentados terroristas que visavam a derrubada do governo e a instauração de um que fosse teocrático. Papicha, que concorreu na Mostra Um Certo Olhar, em Cannes e é escrito e dirigido por Mounia Meddour, se passa em Argel justamente no ano de 1997, quando as ações se intensificaram. Baseado em eventos reais,…

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    [43ª Mostra de São Paulo] Head Burst (Kopfplatzen, 2018)

    Esta crítica faz parte da cobertura da 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que ocorre entre 17 e 30 de outubro na cidade. Head Burst não é um filme simples, nem fácil. A sinopse pode repelir quem porventura pretende assisti-lo: trata-se da história de um jovem arquiteto chamado Markus que é pedófilo. Em conflito com seus desejos, ele sente atração sexual por meninos, mas tenta se afastar dos constantes pensamentos que o envolvem. Apesar do tema complicado, o diretor e roteirista Savas Ceviz parece dar conta de lidar com a narrativa que se propõe criar. Pouco sabemos sobre a vida do protagonista: sua rotina inclui o trabalho em um…

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    [43ª Mostra de São Paulo] Hálito Azul (2018)

    Esta crítica faz parte da cobertura da 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que ocorre entre 17 e 30 de outubro na cidade. Com uma abordagem intimista e poética, flertando com o experimental, Hálito Azul é um documentário que explora a rotina minimalista dos pescadores de uma vila chamada Ribeira Quente, localizada na Ilha de São Miguel, em Portugal. As paisagens cinzentas, de aparência fria e úmida, com as montanhas vulcânicas e um mar escuro dão o tom do lugar. A dureza da natureza inóspita parece dialogar com o modo de vida do lugar. A população vive basicamente da pesca e essa está cada vez mais rara. Pescadores…

  • Discos

    Mais que os Olhos Podem Ver, de Jade Baraldo

    Tenho ouvido muito o “Mais que os Olhos Podem Ver” (2019), disco de estreia de Jade Baraldo. A xovem que surgiu ano passado com o refrão forte “vadia, louca, depravada…” continua corajosa e indomável desde os primeiros versos em “perigo” (veja o clipe abaixo), depois do convite “vem sentir comigo”: “não tenho medo de ser quem eu sou, nem tenho vergonha nenhuma de expor”. O clima de romance é mais forte no primeiro ato, em faixas como “nós 2”, “yo quiero!” e “jardim”. Ela canta em inglês em “oh my baby… let’s die together”, reforçando a pegada pop embalada por alt-R&B e MPB. As letras ficam mais críticas e agressivas…

  • Críticas e indicações,  Seriados

    Transparent

    Transparent chegou ao seu fim. Eu já havia indicado o seriado em uma edição anterior da newsletter (o texto pode ser lido aqui) e confesso que não tive tempo ainda de ver esse finale. Masacompanhar a jornada dos Pfefferman tem sido de uma beleza agridoce: cada um em busca de seu auto-conhecimento e de seu lugar e todos do pertencimento que é a família. Criada por Jill Solloway, uma pessoa não-binária que escreve e dirige uma parte dos episódios, conta a história de Maura, uma mulher transgênero de 60 anos, sua ex-esposa Shelly, e os filhos Sarah, Josh e Ali. Essa última, muitas vezes lida como alter-ego de Jill, passa pela própria caminhada de…

  • Notícias

    Novo documentário de Fernanda Pessoa tem estreia mundial

    Fernanda Pessoa, diretora de Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava, agora volta com Zona Árida. Nesse documentário, revisita a cidade de Mesa, no Arizona, sul dos Estados Unidos, que é considerada a mais conservadora do país de acordo com um estudo de 2014 realizado pelas universidades UCLA (Universidade da Califórnia) e MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). O filme estreia no Festival Dok Leipzig, um dos mais tradicionais festivais de documentário do mundo, fazendo parte da mostra competitiva Next Masters. O festival acontece entre 28 de outubro e 3 de novembro na cidade alemã de Leipzig. Fernanda explica como a pesquisa sobre o conservadorismo na cidade a afetou: “Mesa foi…

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    [43ª Mostra de São Paulo] Ninja Xadrez (Ternet Ninja, 2018)

    Esta crítica faz parte da cobertura da 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que ocorre entre 17 e 30 de outubro na cidade. A sequência inicial prende a atenção de quem assiste: um enorme outdoor anuncia uma paisagem paradisíaca na Tailândia como destino turístico. Atrás dele se esconde um amontoados de casas em condições precárias e uma fabriqueta onde crianças trabalham sem descanso atrás de suas máquinas de costura. Em uma placa, uma corruptela do slogan da Nike misturado com o símbolo da Coca-Cola, diz “just do it now”. Com isso, temos a impressão de que a animação vai tratar da exploração de mão de obra infantil nesses…

  • Podcasts

    Feito por Elas #83 Xuxa

    O programa de hoje é o nosso especial de Dia das Crianças! Esse ano resolvemos abordar filmes da Xuxa que fizeram muito sucesso na nossa infância e que são dirigidos por mulheres: Super Xuxa Contra o Baixo Astral (1988), dirigido por Anna Penido e David Sonnenschein e Lua de Cristal (1990), com direção de Tizuka Yamazaki. O programa é apresentado por Isabel Wittmann do Estante da Sala, Stephania Amaral do Cinematório e Instagram Discos da Stê e Kel Gomes do Cinematório. Oferecimento: Telecine: acesse para testar Feedback: contato@feitoporelas.com.br Feed|Facebook|Twitter|Instagram|Letterboxd|Telegram Edição: Felipe Ayres e Isabel Wittmann Pesquisa e pauta: Isabel Wittmann Arte da capa: Amanda Menezes Vinheta: Felipe Ayres Locução: Deborah Garcia (deh.gbf@gmail.com) Assine nosso Padrim Assine nosso Patreon Mencionados: [FILME] Captain EO…